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Política

Pedidos relacionados ao caso Master disparam em CPIs do Congresso

Desde a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, parlamentares registram 91 requerimentos em diferentes comissões

A liquidação do Banco Master e de suas subsidiárias, decretada em 18 de novembro de 2025, é um dos episódios mais emblemáticos e potencialmente mais impactantes | Foto: Shutterstock
O Banco Central liquidou o Banco Master em 18 de novembro de 2025 | Foto: Shutterstock

A movimentação de parlamentares em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso Nacional se intensificou depois da operação da Polícia Federal que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraude financeira no Banco Master, em novembro do ano passado. Até o momento, integrantes de diferentes comissões registraram 91 requerimentos, que abordam aspectos ligados ao caso.

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De acordo com dados, a CPMI do INSS apresentou 59 solicitações relacionadas ao tema, o que representa 9% dos pedidos feitos no período. Já na CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, foram protocolados 32 requerimentos, somando 23% do total desse colegiado.

Foco das CPIs e limites das investigações do Congresso

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

A atuação das CPIs envolve pedidos de informações, convites para depoimentos e convocações de pessoas ligadas ao Banco Master, com destaque para a expectativa de ouvir Daniel Vorcaro na CPMI do INSS no próximo dia 26 de fevereiro. Segundo o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), o foco está restrito a irregularidades nos empréstimos consignados.

“Eu adoraria investigar toda a relação do Banco Master com o mercado financeiro, com as instituições ligadas ao governo e às entidades, mas eu não posso fazer isso”, afirmou Viana, em entrevista à CNN Brasil. “O meu limite constitucional da CPMI, a minha autoridade e dos parlamentares que estão comigo termina nos descontos irregulares.”

Na CPI do Crime Organizado, o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), defendeu o aprofundamento das investigações. Ele destacou indícios de infiltração do Banco Master nos Três Poderes.

“Quando você olha para o caso Master, tem um aspecto dele que não é apurado, que é justamente a relação, a infiltração do Banco Master, dos seus coordenadores, nos Três Poderes”, disse. “Em especial, a infiltração do Poder Judiciário, aparentemente mediante pagamento de valores significativos a familiares de ministros.”

Além das CPIs, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado também acompanha as investigações. O Grupo de Trabalho da CAE deve votar, nesta terça-feira, 10, pedidos de informações sobre o caso. O presidente do grupo, Renan Calheiros (MDB-AL), agendou reuniões nesta semana com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

Leia também: “Uma incógnita em meio ao caso Master”, reportagem de Sarah Perez e Cristyan Costa publicada na Edição 308 da Revista Oeste

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