O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira, 24, que as vacinas produzidas pelos laboratórios Pfizer e Janssen serão adquiridas pelo governo brasileiro caso haja uma “autorização clara” que flexibilize a legislação atual.
Em visita ao Acre, Pazuello reforçou que o assunto está sendo discutido pelo Executivo e pelo Congresso Nacional.
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“Temos sido muito duros e eles mais duros do que a gente, ou seja, eles não afrouxam uma vírgula”, declarou o ministro em coletiva de imprensa realizada em Rio Branco.
No último domingo, 21, o Ministério da Saúde recorreu ao Planalto para viabilizar as negociações com os laboratórios. Na terça-feira 23, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apresentou um projeto que autoriza União, Estados e municípios a assumir os riscos referentes à responsabilidade civil pela compra de vacinas.
Posição de Bolsonaro
Também em visita ao Acre, o presidente Jair Bolsonaro citou que os contratos com os laboratórios incluem cláusulas de não responsabilização dos fabricantes dos imunizantes por eventuais efeitos colaterais. Por causa disso, o presidente ressaltou que quem der a última palavra sobre a autorização de compra das vacinas terá nas mãos uma questão de “extrema responsabilidade”.
“É uma coisa de extrema responsabilidade quem porventura no Brasil tiver que dar a palavra final, se sou eu como presidente, se é o Parlamento derrubando um possível veto ou se é o Supremo Tribunal Federal”, disse. “Agora, todas as cláusulas serão mostradas à população para que na ponta da linha cada um saiba o que está sendo aplicado”, observou.
Com informações do Estadão Conteúdo
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