publicidade
Política

OEA critica Brasil por falhar na proteção a indígenas

Relatório denuncia omissão na demarcação de terras e condena risco do marco temporal

Comitiva de lideranças Yanomami e Ye´kwana em visita à Funai nesta terça-feira, 20, para discussão sobre terras no Amazonas e em Roraima | Foto: Mayra Wapichana/Funai
Comitiva de lideranças Yanomami e Ye´kwana em visita à Funai nesta terça-feira, 20, para discussão sobre terras no Amazonas e em Roraima | Foto: Mayra Wapichana/Funai

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), criticou a situação de vulnerabilidade dos povos indígenas no Brasil. O órgão disse haver descumprimento de recomendações existentes desde 2021. No relatório anual de 2024, recém-divulgado, a CIDH cita “graves falhas na proteção efetiva dos territórios indígenas”. Destaca, sobretudo, ameaças como garimpo ilegal, violência armada e omissão do Estado na demarcação de terras.

O documento alerta que os povos indígenas continuam entre os grupos mais impactados pelas desigualdades estruturais e pela falta de políticas públicas eficazes. Segundo a comissão, a criação do Ministério dos Povos Indígenas e o reforço de recursos para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) não garantiram, na prática, a proteção contra invasões, violência e violações ao direito à terra.

Receba nossas atualizações

OEA denuncia omissão estatal

A CIDH também condena o avanço da tese do marco temporal, que restringe o direito dos povos indígenas às terras ocupadas até a promulgação da Constituição, em 1988. Para a entidade, essa interpretação viola normas internacionais e interamericanas de direitos humanos, incluindo a Declaração Americana sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

“A insegurança jurídica sobre a posse de terras persiste, sobretudo diante da possibilidade de reintrodução do marco temporal, que limita as reivindicações e a titulação das terras em favor das comunidades indígenas”, afirmou ao jornal O Globo a advogada Roberta Clarke, relatora da CIDH para o Brasil.

Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado inconstitucional o marco temporal em 2023, o Congresso seguiu na direção oposta. Uma semana depois da decisão do STF, o Senado aprovou uma lei favorável à tese. O presidente Lula da Silva vetou o projeto, mas o veto foi derrubado pelo Congresso. O impasse segue sob análise pelo STF.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Ainda está passando pano. Vejam o tom moderado

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    OEA, ONU, metacapitalistas … desejam garantir que nossos recursos naturais estejam disponíveis para os estrangeiros, e nada mais adequado de garantir que não os exploremos, já que não passamos de uma republiqueta ditatorial, venal e corrupta de Terceiro Mundo, embora sendo talvez o país mais rico do Mundo.
    Pobre Brasil, riquíssimo, porém com um povinho …

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade