publicidade
Política

'O Rio Grande do Sul sofre uma catástrofe ideológica', diz vereadora do PL

Fernanda Barth cobra ações do governo do Estado e do presidente Lula, em relação à dragagem do Rio Guaíba

Imagens aéreas de São Vendelino, no Rjo Grande do Sul
Fernanda explicou à reportagem que o Rio Guaíba concentra atualmente 35 mil m² de areia e terra | Foto: Divulgação/Governo do Estado do Rio Grande do Sul

A vereadora de Porto Alegre Fernanda Barth (PL) cobrou ações do poder público, em relação à tragédia das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio. A parlamentar falou em “omissão e negligência” por parte do governo do Estado gaúcho e do governo federal.

“O Rio Grande do Sul sofre uma catástrofe ideológica”, disse a vereadora, em entrevista a Oeste. “É uma parceria de crime de omissão e negligência entre a União e o Estado.”

Receba nossas atualizações

A grande enchente atingiu 478 municípios e deixou 182 pessoas mortas, 31 desaparecidas e mais de 2,3 milhões afetadas.

Fernanda explicou à reportagem que o Rio Guaíba concentra atualmente 35 mil m² de areia e terra. Segundo a vereadora, a “Ilha de Porto Alegre”, conforme Fernanda batizou o local, é um “reflexo da ausência de 20 anos do processo de dragagem”.

O assoreamento de um rio é o acúmulo de terra, lixo e matéria orgânica em seu fundo. A dragagem ou desassoreamento é justamente a remoção desse acúmulo.

vereadora Fernanda Barth PL
A parlamentar também defende o retorno da mineração | Foto: Filipe Olivar

A vereadora defende a prática da mineração. À época, o MP pediu à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para iniciar o zoneamento do local para que a mineração pudesse ser feita. Contudo, esse processo ainda não foi realizado pela fundação, segundo Fernanda.

“A dragagem e o desassoreamento consistem em retirar a areia de um ponto e colocar em outro”, explicou. “A depender do movimento do rio, a terra volta para o mesmo lugar. A mineração retira a areia e a utiliza comercialmente.”

“Ilha de Porto Alegre”, no Rio Grande do Sul

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, no último sábado, 20, Fernanda expõe a situação do assoreamento do Rio Guaíba, que banha a capital gaúcha.

Na publicação, a vereadora está em cima dos 35 mil m² de terra acumulada no meio do rio, local que ela apelidou, ironicamente, de “Ilha de Porto Alegre”.

“Se já tivéssemos o zoneamento pronto, não teríamos esse problema de assoreamento tão violento”, explica a vereadora. “Se nada for feito para desassorear e dragar o nosso Rio Guaíba, ninguém mais vai navegar neste verão.”

No mesmo vídeo, Fernanda cobra ações do governo federal, do Estado do Rio Grande do Sul e da Fepam para iniciar a dragagem do rio. A vereadora acrescenta que, na próxima vez, vai chover menos do que o acumulado em maio. No entanto, “o estrago será o mesmo”, em razão do assoreamento do rio.

Leia também: “As marcas da tragédia”, reportagem publicada na Edição 223 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Acrescentaria, nessa afirmação, incompetência, a marca mais acentuada da esquerdalha, já que possuem foco, majoritariamente, nas áreas de Humanas.
    Fora disso, são realidade e ciências naturais, itens os quais têm absoluta aversão!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.