O Partido Novo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 20, para contestar o que classifica como imposição excessiva de sigilos a documentos e informações públicas por parte da União, Estados e municípios.
Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental apresentada à Corte, a legenda sustenta que o sigilo, que pela Constituição deve ser medida excepcional, passou a ser usado como regra administrativa em situações que deveriam ser públicas.
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Novo: problema é “estrutural”
Segundo o partido, há um “problema estrutural” no regime de transparência no país, com violação ao direito fundamental de acesso à informação. O Novo questiona a decretação de sigilo de 100 anos sobre diferentes conjuntos de informações.
Entre os exemplos citados estão as imagens dos atos de 8 de janeiro, a lista de visitas recebidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada e viagens de ministros do Supremo em aeronaves da Força Aérea Brasileira. Também entram na ação dados relacionados a gastos com cartão corporativo do presidente e da primeira-dama Janja da Silva.
Leia também: “O país do esgoto”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 310 da Revista Oeste
De acordo com o presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, a iniciativa pretende restabelecer o princípio da publicidade na administração pública. Ele afirma que autoridades têm recorrido ao instrumento do sigilo para se proteger ou resguardar aliados.
Na ação, o Novo solicita que o STF reconheça a existência de um desvio no uso do mecanismo de confidencialidade e determine parâmetros mais rígidos para a imposição de sigilos. Para a legenda, a transparência deve ser a regra no Brasil, enquanto o sigilo precisa permanecer como exceção.
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A manipulação da verdade através de sigilos de 100 anos (que absurdo!) é intolerável. Q que bom termos um partido NOVO que tem demonstrado não deixar isso passar.
Ótima reportagem da Oeste.
Se liberarem as imagens do 08 de janeiro, o STF, entre outros, terão que dar muitas explicações…