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Política

Toffoli trava inquérito sobre corrupção na Agência Nacional de Mineração

A situação dos 17 presos pela Polícia Federal durante a investigação segue indefinida

Dias Toffoli
Antes disso, Toffoli havia ordenado que todo o material permanecesse lacrado e sob guarda do próprio STF | Foto: Gustavo Moreno/STF

O andamento das investigações sobre corrupção no setor de mineração está suspenso desde que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu o caso, encaminhado pela Justiça Federal de Minas Gerais há cerca de um mês. A situação dos 17 detidos na operação segue indefinida, conforme apuração do jornal Folha de S.Paulo.

O processo chegou ao STF depois de a Polícia Federal encontrar registros no celular de um dos investigados com referências aos senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Carlos Viana (Podemos-MG). Apesar de os investigadores considerarem as citações superficiais, decidiram encaminhar o material ao Supremo para evitar possíveis nulidades.

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A Operação Rejeito, conduzida pela Polícia Federal em Minas Gerais, apura um esquema de liberação irregular de licenças ambientais em troca de propina para servidores públicos. Entre os presos estão empresários, funcionários de diversos órgãos e ex-dirigentes da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A Agência Nacional de Mineração é uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia | Foto: Ricardo Botelho/MME

Polícia Federal aguarda definição do STF para continuar investigação

Com a remessa do caso ao STF, todas as análises realizadas até então estão suspensas, e a Polícia Federal aguarda a definição sobre a competência para dar prosseguimento ao inquérito. A íntegra do processo só foi enviada à Procuradoria-Geral da República na segunda-feira 10.

Por meio de sua assessoria, Toffoli explicou que encaminhou os autos à PGR para manifestação. “Não posso dar mais informações, porque o caso tramita sob sigilo”, afirmou o ministro à Folha.

3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse reprovado é sem visto vai liberar todos os implicados

  2. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Ministro Toffoli, no Brasil de hoje que o senhor ajuda a desajustar, tornar a insegurança jurídica perceptível até para apaniguados do REGIME TOTALITÁRIO de agora, o problema é sobre QUEM FALA e não o que se FALA. Me lembro perfeitamente do terremoto quando da revelação do seu CODINOME, que de maneira nenhuma era ofensa à Instituição ao STF, mas sim a revelação sobre um Ministro da Corte, no caso, o senhor. ” Toffoli defende retirada de reportagem do ar: ‘Ofensa à instituição.” ” A jornal, ministro argumentou que matéria com referência a ele foi tentativa de ‘constranger do STF’ às vésperas de julgamento de prisão em 2ª instância.” O senhor e o Brasil sabem que a matéria da Veja foi sobre coisas estranhas que geram muitas dúvidas. Se o senhor se sentiu ofendido com a revelação feita pelo Marcelo Odebrecht, por quais motivos o senhor não o PROCESSOU? Na época, o senhor que era advogado-geral da União no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia sim PROCESSAR o Marcelo Odebrecht, mas não o fez. Estranho, né? A Odebrecht, na época, possuía interesses comerciais que dependiam da AGU. Durante a entrevista ao Valor, o senhor, Ministro Toffoli, disse que a publicação o acusou de comportamentos ilegais e “isso é uma inverdade”. “Se você publica uma matéria chamando alguém de criminoso, acusando alguém de de ter participado de um esquema, e isso é uma inverdade, tem que ser tirado do ar. Ponto. Simples assim”, argumentou.” Claro que o Valor, sendo do Grupo Globo escalou jornalista capa branca e não foi ao cerne da questão. A matéria da Veja referia-se ao senhor e não ao STF como um todo. Ninguém toleraria algo do que falou o Marcelo Odebrecht, especialmente tendo todo arcabouço jurídico à sua disposição, como o senhor tinha, não PROCESSOU o Marcelo e até beneficiou a Odebrecht em decisões da sua lavra. Claro que não é Síndrome de Estocolmo, mas a PERCEPÇÃO NÍTIDA de que não é o que se FALA, mas quem FALA. Como sei que o senhor tem um enorme séquito que filtra as notícias palatáveis, que nesses dias escuros são raras, EIS que surgem José Dirceu e Joesley Batista sem meias palavras, expondo fatos ao nível da matéria da Crusoé e O Antagonista.
    ENTREVISTA DE JOSÉ DIRCEU
    “Quem quer alterar a legislação Penal ou Constitucional, tem que ir ao Congresso Nacional. O Judiciário não é. O Problema é que o Supremo Tribunal Federal, não sei porque esse nome Supremo, entendeu. Corte Constitucional, primeiro devia tirar todos os poderes do Supremo e ser uma Corte Constitucional. Depois que Judiciário não é Poder da República. A nossa Constituição estabeleceu Três Poderes, mas só existem Dois Poderes ELEITOS que têm soberania popular, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário é um órgão, que se assume os poderes do Executivo e Legislativo abertamente, porque quando um Ministro do Supremo Federal avoga pra si um Decreto Presidencial sobre um INDULTO que é exclusiva competência discricionária do Presidente, nós estamos caminhando para uma ditadura da toga.”
    JOESLEY BATISTA SOBRE GRAMPEAR JOSÉ EDUARDO CARDOZO
    “ E no final, a realidade é essa. NÓIS não VAI ser preso. NÓIS sabemos que NÓIS NUM vai. Vamos fazer tudo, menos ser preso. Surtou por causa do Zé. Não, surtou porque NÓIS SABE se NÓIS entregar o Zé, NÓIS ENTREGA o Supremo. Eu falei pro Marcelo. Ô Marcelo, “ cê “ quer pegar o Supremo? Quero. Pega o Zé. Guarda o Zé que Zé ENTREGA o Supremo. Como os BRASILEIROS SABEM que o senhor não PROCESSOU o Marcelo Odebrecht, não por benignidade, mas por assombro aos FATO, José Dirceu e Joesley Batista devem ser PROCESSADOS pelo que disseram, ou só vale a sanha contra eleitores do Bolsonaro? A realidade é dura, senhor Ministro. Datafolha: Reprovação a desempenho do STF sobe para 36% e sendo o DATAFOLHA que manipula tudo para melhorar a situação do Governo Lula 3, do STF, da Economia, é pule de 10 que a desaprovação do STF é MUITO MAIOR.

  3. Divaldo Moreira Barbosa
    Divaldo Moreira Barbosa

    Polícia federal agora trabalha atrelada com STF?

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