Com um atraso de pouco mais de 3 horas em decorrência da forte chuva, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), aliados políticos e milhares de pessoas chegaram para o ato “Acorda, Brasil” na Praça do Cruzeiro, localizada no Eixo Monumental de Brasília. O local fica 6 quilômetros distante da Praça dos Três Poderes.
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No local já havia milhares de outros manifestantes que aguardavam pela chegada do grupo para o ato. Nikolas e demais participantes tinham chegado em Brasília no início da manhã, mas o percurso ainda era longo até a Praça do Cruzeiro.
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A capital da República até amanheceu ensolarada, porém, a previsão do tempo já indicava pancadas de chuva ao longo do dia. Mesmo com as precipitações, milhares de pessoas deixaram suas casas para compor um dos maiores movimentos convocado pela oposição nos últimos tempos.
O início da caminhada de Nikolas
O ato teve início de forma simbólica, depois que Nikolas Ferreira encerrou uma agenda em Minas Gerais e decidiu caminhar até Brasília. O gesto, que começou com um grupo reduzido, rapidamente ganhou projeção nas redes sociais e passou a reunir parlamentares e apoiadores ao longo do trajeto.
Com a adesão crescente, a caminhada deixou de ser apenas um deslocamento e se consolidou como uma demonstração política, com presença cada vez maior de lideranças da oposição e de manifestantes vindos de diferentes regiões do país. A concentração deste domingo se tornou um dos atos mais comentados do período, em meio a um ambiente de tensão institucional e polarização persistente.
Pautas do ato em Brasília
O movimento incorporou uma série de bandeiras que refletem a insatisfação de parte do eleitorado com os rumos do país. Entre os temas citados com mais frequência estiveram denúncias de corrupção e fraudes no INSS, críticas ao caso Banco Master e às decisões do Judiciário. Neste último, com foco nos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também houve menções à liberdade de expressão, com participantes afirmando enxergar censura e perseguição a cidadãos, jornalistas e lideranças conservadoras, além de críticas ao que classificam como abusos de poder e insegurança jurídica.
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No campo econômico, a mobilização foi marcada por reclamações sobre carga tributária, aumento de gastos públicos e deterioração das contas federais, com manifestantes apontando que o déficit pode superar R$ 350 bilhões.
Outro ponto recorrente foi a defesa da anistia ampla, geral e irrestrita ao presos pelo ato de 8 de janeiro de 2023. Em relação aos presos, as críticas são sobre a falta de individualização de conduta e provas suficientes. Manifestantes destacaram as declarações do ministro Luiz Fux, do STF, como referência para reforçar a cobrança por revisão de processos.
Em paralelo, manifestantes também criticaram o que chamam de “disparidade no sistema penal”, ao alegarem que criminosos são soltos enquanto pessoas consideradas inocentes permanecem presas.
As críticas se estenderam ainda ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de acusações de ampliar o endividamento do país e manter políticas de gasto vistas como incompatíveis com a realidade fiscal.






































Sejamos justos, a rede bandeirantes transmitiu