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Política

'Não tem cabimento' União compensar Estados por ICMS, diz Bolsonaro

'Criaram um subsídio federal para o governo pagar em cima dos combustíveis', afirmou o presidente

Presidente Jair Bolsonaro em Coronel Fabriciano, Minas Gerais
Presidente Jair Bolsonaro em Coronel Fabriciano, Minas Gerais | Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira, 26, que “não tem cabimento” o governo federal compensar os Estados por possíveis perdas de arrecadação com a proposta que fixa um teto do ICMS sobre combustíveis e energia.

Ontem, a Câmara aprovou o projeto de lei que classifica esses itens como essenciais e indispensáveis, o que proíbe Estados cobrarem taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia entre 17% e 18%. Texto ainda será analisado pelo Senado.

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“Teve essa proposta, com apoio do Arthur Lira, e colocou-se em votação. Agora, eu vejo que emendaram para o governo federal compensar possíveis perdas, aí não tem cabimento. Criaram um subsídio federal para o governo pagar em cima dos combustíveis”, disse Bolsonaro.

O texto final da Câmara passou a prever uma compensação a Estados em caso de perda de arrecadação. Para entes endividados, a União deduzirá do valor das parcelas dos contratos de dívidas as perdas de arrecadação superiores a 5% em relação a 2021. A dedução vai até 31 de dezembro de 2022 ou até a dívida acabar.

Estados em regime de recuperação fiscal terão as perdas com arrecadação compensadas integralmente. Estados sem dívida ficam sem compensação.

Rodrigo Pacheco

Como mostrou Oeste, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse hoje que a Casa vai dar “toda a atenção” ao projeto de lei que prevê um teto de 17% para o ICMS dos combustíveis e da energia elétrica aprovado pelos deputados.

O texto é criticado por governadores, que estimam uma perda de arrecadação entre R$ 64 bilhões e R$ 83 bilhões. Pacheco disse que o Senado não pretende “sacrificar” os governos estaduais, mas afirmou que os consumidores merecem prioridade na definição de medidas que busquem conter a alta dos combustíveis.

“Daremos toda a atenção ao projeto. Vamos promover reunião de líderes na próxima semana e definir o trâmite desse projeto. Vamos dar a ele a importância devida porque parece ser um instrumento inteligente para a redução dos preços. De fato, já passou dos limites o que estamos vivendo”, disse.

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2 comentários
  1. Dias
    Dias

    Se é para o governo federal sustentar os estados, então que se acabe com governadores, assembleias legislativas e todo tipo de caverna de vampiros nos estados.

  2. saulo de oliveira leao
    saulo de oliveira leao

    kkkkk,os governos ganharam pra caramba!!!! manda eles se ajustarem,nao tem cabimento cobrarem mais do que isto de icms,deverua ser a mesma aliquota de energia eletrica

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