Durante oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, nesta quarta-feira, 26, o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sérgio Lima, falou sobre a internet como arma das facções criminosas.
Conforme Renato, os bandidos passaram a roubar menos na rua e mais no digital, principalmente em virtude da popularização dos smartphones.
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“Trata-se de um dos crimes mais invisíveis para a máquina pública, a partir da mudança da lei do estelionato”, disse Lima, ao mencionar o aumento de estelionatos. “Não basta só o Boletim de Ocorrência. Precisamos avançar no enfrentamento legal.”
Além da oitiva, a CPI aprovou 38 atos, entre eles, convocações (também do diretor da Meta), requerimentos de informação e convite a autoridades.
CPI do Crime Organizado fala sobre expansão internacional

O diretor-presidente do FBSP também abordou as rotas de tráfico. Lima revelou que são 21 fluxos transnacionais de mercadorias.
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Segundo ele, muitas das rotas envolvem produtos lícitos, com o intuito de lavar dinheiro sujo das facções — como ocorre com produtos agropecuários na Região Norte do país.
“Mapeamos 21 fluxos transnacionais de mercadorias, algumas, inclusive, lícitas, mas que são apropriadas pelo crime organizado”, contou. “Madeira, ouro e, inclusive, produtos agropecuários, como o alho que entra pela Guiana, porque temos um único fiscal agropecuário na Região Norte. Então, o crime organizado percebeu que era fácil lavar dinheiro com produtos agropecuários: traz e importa.”
Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste





































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