O ministro da Defesa, José Múcio, disse, nesta segunda-feira, 11, que vê como “manobra política” as ameaças de invasão da Guiana, pelo ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Sobre a possibilidade de militares chavistas pisarem no Brasil, Múcio disse que o Brasil “não vai permitir em hipótese alguma”.
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“Maduro tem a chance de entrar pelo mar, lá pela frente, colocar uma bandeira falando que chegou ao território de Essequibo”, observou o ministro da Defesa, durante almoço com jornalistas. “Ele tem 127 mil homens, a Guiana, 3,7 mil. O embate não acontecerá. E o Brasil não vai se envolver em hipótese nenhuma. O presidente está consciente disso.”
Múcio seguiu a linha do Itamaraty, segundo a qual o diálogo é necessário entre os dois países.

O ministro da Defesa citou ainda Roraima em meio à tensão entre Venezuela e Guiana. “Nossa ideia era reforçar Roraima, porque o Estado tem o problema dos índios, dos garimpeiros e das drogas”, disse. “Evidentemente, que precipitamos e estamos aumentando o contingente lá em um tempo mais curto para evitar qualquer problema.”
Comandante da Marinha comenta crise entre Venezuela e Guiana
Antes de Múcio se manifestar, sobre o episódio, o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, revelou uma das preocupações da Força com o caso.
Conforme Olsen, em um cenário de guerra entre Venezuela e Guiana, a Marinha teme a entrada de potências estrangeiras no conflito.
Além disso, de acordo com o comandante da Marinha, o Brasil teria de se preparar para uma nova crise de refugiados.
Leia também: “A aventura expansionista de Nicolás Maduro”, reportagem publicada na Edição 194 da Revista Oeste





































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