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Política

MPF atua para facilitar o aborto em casa

Instituição se manifestou a favor do interrompimento da gravidez à distância em casos não penalizados

Aborto menina de 11 anos
Foto: Redes sociais

No começo do ano, com o apoio da ONG pró-aborto Instituto Anis, o Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG) publicou uma cartilha orientando mulheres a realizarem o interrompimento da gravidez não penalizado (estupro, anencefalia e risco de morte para a mãe) em casa. A medida é conhecida como teleaborto e surgiu devido à pandemia de coronavírus.

Ao saber do documento, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária se manifestaram contra. Depois de meses de conflito, envolvendo procuradores e defensores públicos nos âmbitos municipal, estadual e nacional, o Ministério Público Federal (MPF) tomou lado.

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Em julho, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, emitiu uma nota técnica recomendando o teleaborto, apesar do posicionamento do governo, da autoridade reguladora, da fabricante do medicamento usado em abortos e da Procuradoria de Minas Gerais.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal Gazeta do Povo na quinta-feira 30, o aval do MPF passa por cima das recomendações da Saúde, da Anvisa, da bula do remédio que interrompe a gravidez, o Código Civil e a Lei 13.989/2020 — dispositivo que trata da telemedicina durante a epidemia.

“Compete somente à autoridade médica, com exames clínicos e laboratoriais, atestar a possibilidade de um aborto”, disse o jurista Afonso Celso de Oliveira, ao jornal. “O teleaborto fere o direito do nascituro, amparado no artigo 2º do Código Civil”, afirmou. “Não estamos tratando de enxaqueca, de dor de cabeça, de procedimentos comuns que, por causa da pandemia, podem ser feitos por telemedicina para se evitar o deslocamento a hospitais ou clínicas”, salientou.

Leia também: “O boicote ao pensamento”, reportagem publicada na Edição 79 da Revista Oeste

6 comentários
  1. ISABELA ANDRADE
    ISABELA ANDRADE

    Revista Oeste, não seja como Globo e Folha de São Paulo. Leiam a nota técnica nº 5 da PFDC do MPF (que não é e nunca foi uma autarquia), antes de republicar inverdades. O MPF é favorável à telemedicina para receitar remédio que deve ser utilizado o quanto antes na interrupção LEGAL de gravidez provocada por ESTUPRO!

  2. PAULO MINHARO
    PAULO MINHARO

    Então o MPF está acima da ciência e dos profissionais médicos????? Estão cometendo crimes, homicídios!!!!

  3. BEATRIZ DOS SANTOS GOMES SANTANA
    BEATRIZ DOS SANTOS GOMES SANTANA

    o sistema de justiça do Brasil…representa o nosso caos…Néscio a serviço do diabo.

    1. PAULO MINHARO
      PAULO MINHARO

      Estranho é que o diabo deita e rola e ninguém toma providências; amaldiçoados!!!!!

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