publicidade
Política

MPE pede ao TSE esclarecimento sobre decisão que tornou Cláudio Castro inelegível

Procuradoria eleitoral quer que corte defina se condenação também inclui cassação do diploma do ex-governador

Cláudio Castro governador Rio de Janeiro PL direita
Cláudio Castro renunciou ao cargo de senador um dia antes da votação | Foto: Rafael Campos/Governo do Rio de Janeiro

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou nesta terça-feira, 5, recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para esclarecer o alcance da decisão que tornou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) inelegível por oito anos.

No pedido, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, solicita que o tribunal reconheça de forma expressa a cassação do diploma eleitoral de Castro. Segundo o procurador, a maioria dos ministros também votou nesse sentido, mas o entendimento não constou na ementa final do julgamento.

Receba nossas atualizações

O TSE condenou Castro em março deste ano por abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição de 2022. A corte formou placar de 5 votos a 2 pela inelegibilidade do ex-governador até 2030.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em reunião com Motta e demais chefes do Executivo | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está inelegível até 2030 | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Renúncia motivou debate jurídico

Cláudio Castro deixou o cargo em 23 de março, um dia antes do julgamento, para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro deste ano.

Com a renúncia, o TSE aplicou apenas a pena de inelegibilidade. Para o Ministério Público Eleitoral, porém, a saída do cargo não impede o reconhecimento da cassação do diploma.

No recurso, Espinosa argumenta que apenas dois dos sete ministros votaram de forma expressa contra a cassação. Dessa forma, os demais votos indicariam maioria favorável à perda do diploma da chapa majoritária.

O procurador também afirmou que o pedido busca evitar efeitos jurídicos decorrentes da renúncia apresentada antes da conclusão do julgamento.

A saída de Castro abriu discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o modelo de escolha do governador interino do Rio de Janeiro.

Até o momento, o placar está em 4 votos a 1 pela realização de eleição indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O ministro Flávio Dino pediu vista do processo em 9 de abril.

O diretório estadual do PSD defende eleições diretas para o comando temporário do Estado.

Enquanto o STF não conclui o julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, continua no exercício interino do governo fluminense.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade