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Política

Cláudio Castro gastou R$ 18 mi com jatinhos para Carnaval e Fórmula 1

Dados revelam 225 voos fretados pelo ex-governador do Rio com presença de familiares e assessores

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) | Foto: Rafael Campos/ Gov. RJ
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) | Foto: Rafael Campos/Gov. RJ

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) utilizou aviões particulares pagos com dinheiro público para viajar a festas e eventos esportivos. A lista de voos, divulgada pelo jornal O Globo, revela que o político levou a família, secretários e assessores para o Carnaval de Salvador e para a corrida de Fórmula 1 em São Paulo. O governo estadual desembolsou R$ 18,5 milhões com o aluguel dessas aeronaves.

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Segundo o veículo, Castro realizou 225 viagens entre março de 2023 e março de 2024. Embora a maioria dos trajetos tivesse Brasília como destino, registros mostram escalas em cidades turísticas sem previsão na agenda oficial de trabalho.

Viagens em família e lazer

Castro viajou a Salvador em fevereiro deste ano acompanhado do então secretário do Ambiente, Bernardo Rossi, e de um advogado. O grupo passou três dias na capital baiana durante a abertura do Carnaval, com custos de transporte de R$ 367,6 mil. No papel, a agenda do governador indicava apenas “despachos internos” no Rio de Janeiro.

Em novembro passado, o ex-governador levou a esposa e a filha para Interlagos em um voo de R$ 108 mil. O político justificou a ida como um convite do governador Tarcísio de Freitas, apesar de as imagens nas redes sociais focarem a presença da família nos boxes da corrida. Outro voo, de R$ 265 mil, transportou Castro, seus filhos e o assessor Diego Faro para o Festival de Turismo de Gramado.

Defesa alega legalidade

Cláudio Castro afirmou, em nota, que todos os deslocamentos seguiram rigorosamente a lei. Ele sustenta que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) definia o uso das aeronaves com base em protocolos de proteção ao chefe do Executivo. Segundo o ex-governador, as viagens a Salvador, São Paulo e Gramado incluíram reuniões institucionais e agendas públicas.

O GSI justificou o contrato uma vez que a aviação comercial passava por reestruturação. O órgão alegou que a falta de vagas em voos comuns poderia causar a perda de oportunidades de investimento para o Estado. O contrato com a empresa Líder Táxi Aéreo acabou renovado pouco antes de Castro renunciar ao cargo de governador, em março deste ano.

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