O ministro Marco Buzzi, afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por denúncias de importunação sexual, recebeu R$ 616.998,93 nos últimos quatro meses de 2025. Ao todo, acumulou R$ 1.197.241,36 ao longo do ano passado, segundo dados do Portal da Transparência.
Mesmo impedido de acessar o gabinete, utilizar carro oficial e exercer as prerrogativas do cargo, o magistrado continuaria a receber remuneração integral, já que não houve exoneração.
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Diante desse cenário, Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, solicitou que o TCU atue junto ao STJ para interromper qualquer pagamento ao ministro durante o afastamento preventivo.
Furtado argumenta que a providência se justifica pela gravidade das denúncias. Nesse sentido, cita a necessidade de “resguardar os princípios constitucionais da moralidade, eficiência e economicidade”.
Ele também requer a apuração dos “valores já pagos ao Ministro Marco Buzzi desde o início de seu afastamento, com vistas à eventual restituição ao erário, caso seja constatada irregularidade”.
“Permitir que um magistrado acusado de tais condutas continue a receber remuneração integral, custeada pelos contribuintes, é um verdadeiro escárnio com a sociedade brasileira”, disse. “Trata-se de um desrespeito às mulheres vítimas de violência, às famílias que dependem de serviços públicos de qualidade e a todos os cidadãos que esperam que os recursos públicos sejam utilizados de forma responsável e ética.”
Em resposta, a defesa de Buzzi afirmou que a representação “afronta todas as normas legais e regulamentares que regem a medida de afastamento cautelar para fins investigativos”.
STJ afasta Buzzi diante de denúncias de assédio
O STJ determinou o afastamento cautelar de Buzzi na última terça-feira, 10, depois de denúncias de importunação sexual.
Uma das acusações envolve uma servidora terceirizada do tribunal que exercia função subordinada a Buzzi. Ela prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça. Em razão da relação hierárquica, as autoridades passaram a tratar o caso como assédio.
O ministro também foi acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos em sua casa de veraneio, em Balneário Camboriú (SC). A denúncia partiu da própria família, que tem laços de amizade com Buzzi. A mãe da vítima, advogada que atua no STJ, procurou colegas da Corte para relatar o episódio.
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Segundo os relatos, a jovem chamava o magistrado de “tio” e passou o recesso do Judiciário hospedada na casa dele, acompanhada dos pais. O episódio teria ocorrido durante esse período, quando, conforme a denúncia, Buzzi tentou agarrar a jovem à força.





































Nossa que mamata ! Ainda bem que fecharam a torneirinha …
Quer ser bandido e não ser punido, é simples, vá para o poder judiciário.
Vade retro….