O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para investigar possíveis irregularidades no contrato firmado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para a realização do festival Lollapalooza, ocorrido em março deste ano no Autódromo de Interlagos.
A prefeitura cedeu o espaço à Rock World, organizadora do evento, sem cobrar pelo uso durante os três dias de programação, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo.
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Em contrapartida, a administração municipal obteve o direito de explorar espaços publicitários no local, incluindo áreas em tendas, no palco e em uma torre de 6 metros equipada com painel de LED.

Denúncia originou investigação do MP sobre o Lollapalooza
A investigação foi motivada por uma denúncia apresentada pela vereadora Amanda Paschoal (Psol). Segundo ela, a cessão do autódromo representou uma renúncia de receita estimada em R$ 2,7 milhões, com base nos valores cobrados da mesma empresa no ano anterior.
De acordo com a parlamentar, a cota de apoiador variava entre R$ 1 milhão e R$ 4 milhões. Ela também questiona a ausência de licitação ou de chamamento público no processo.
Em resposta, a prefeitura afirmou à Folha que a decisão pela cessão considerou o interesse público e o impacto econômico gerado pelo evento na cidade.
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