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Política

Moraes pede explicações a Collor, sobre desligamento de tornozeleira

Ministro do STF deu prazo de cinco dias à defesa do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes durante o 24º Fórum empresarial Lide, realizado no Hotel Fairmont, em Copacabana - 22/8/2025 | Foto: Carlos Elias Junior/FotoArena/Estadão Conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes durante o 24º Fórum empresarial Lide, realizado no Hotel Fairmont, em Copacabana — 22/8/2025 | Foto: Carlos Elias Junior/FotoArena/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Fernando Collor apresente esclarecimentos, em até cinco dias, sobre o desligamento da tornozeleira eletrônica que monitora sua prisão domiciliar. O despacho foi assinado nesta sexta-feira, 17, e faz parte da execução penal que o condenou a oito anos e dez meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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De acordo com o relatório encaminhado pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, órgão responsável pelo monitoramento eletrônico, o equipamento usado por Collor ficou sem carga entre 2 e 3 de maio deste ano. Segundo o documento, “houve uma violação por dispositivo desligado, por falta de carga na bateria”.

Na decisão, Moraes advertiu que o descumprimento da medida cautelar poderá levar à decretação da prisão. O ministro também determinou que a Secretaria de Ressocialização de Alagoas informe, em até 48 horas, o motivo de o Supremo só ter sido comunicado cinco meses depois do ocorrido.

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Moraes concedeu “prisão domiciliar humanitária”

Collor, de 75 anos, cumpre prisão domiciliar em Maceió desde maio deste ano. A medida foi concedida por Moraes “em razão da sua grave situação de saúde, amplamente comprovada nos autos”, conforme o despacho. O ministro destacou que o ex-presidente é portador da doença de Parkinson há cerca de seis anos e necessita de tratamento contínuo. O Ministério Público Federal também se manifestou favoravelmente ao benefício.

A decisão de prisão domiciliar humanitária impôs três condições principais: o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do passaporte e a proibição de visitas, exceto de advogados, familiares e equipe médica. O uso do equipamento de monitoramento foi definido como “condição de saída do preso das dependências da unidade prisional”.

Cobertura de Collor, na praia de Ponta Verde, é avaliada em R$ 9 milhões | Foto: Street View/Google
Cobertura onde Collor cumpre prisão domiciliar, na praia de Ponta Verde, Maceió | Foto: Street View/Google

Collor foi condenado pelo STF

Em 2023, o Supremo condenou Collor por envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. A Corte entendeu que ele recebeu cerca de R$ 20 milhões em propinas entre 2010 e 2014, período em que exercia influência política sobre indicações de cargos na empresa. Além da pena de reclusão, ele foi condenado ao pagamento de 90 dias-multa e de R$ 20 milhões em danos morais coletivos.

A defesa de Collor havia recorrido contra a condenação, mas todos os recursos foram rejeitados. Depois do trânsito em julgado, o ex-presidente começou a cumprir a pena e, pouco depois, solicitou ao STF a conversão da prisão em domiciliar, sob a alegação de idade avançada e múltiplas comorbidades, como Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.

Agora, caberá à defesa justificar o motivo do desligamento da tornozeleira e à Secretaria de Ressocialização de Alagoas esclarecer a demora na comunicação ao Supremo. Caso o ministro entenda que houve descumprimento das condições impostas, poderá revogar o benefício e determinar o retorno de Collor ao regime fechado.

Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Não seria melhor focar no rombo dos correios, no desvios do INSS?

  2. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    Collor está preso porque não era do Clube Lavajato cujos ilustres membros estão todos soltos e boa parte de volta ao poder! De fazer o Gilmar Mendes derramar copiosas lágrimas de emoção incontida! Kkkkkk

  3. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Collor é velho , bilionário,já ferrou o país milhares de vezes , um ser nojento que juntamente com a desgraça da Zélia sequestrou o dinheiro do povo.
    Pra que gastar mais dinheiro com esse moribundo?

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