O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Fernando Collor apresente esclarecimentos, em até cinco dias, sobre o desligamento da tornozeleira eletrônica que monitora sua prisão domiciliar. O despacho foi assinado nesta sexta-feira, 17, e faz parte da execução penal que o condenou a oito anos e dez meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
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De acordo com o relatório encaminhado pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, órgão responsável pelo monitoramento eletrônico, o equipamento usado por Collor ficou sem carga entre 2 e 3 de maio deste ano. Segundo o documento, “houve uma violação por dispositivo desligado, por falta de carga na bateria”.
Na decisão, Moraes advertiu que o descumprimento da medida cautelar poderá levar à decretação da prisão. O ministro também determinou que a Secretaria de Ressocialização de Alagoas informe, em até 48 horas, o motivo de o Supremo só ter sido comunicado cinco meses depois do ocorrido.
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Moraes concedeu “prisão domiciliar humanitária”
Collor, de 75 anos, cumpre prisão domiciliar em Maceió desde maio deste ano. A medida foi concedida por Moraes “em razão da sua grave situação de saúde, amplamente comprovada nos autos”, conforme o despacho. O ministro destacou que o ex-presidente é portador da doença de Parkinson há cerca de seis anos e necessita de tratamento contínuo. O Ministério Público Federal também se manifestou favoravelmente ao benefício.
A decisão de prisão domiciliar humanitária impôs três condições principais: o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do passaporte e a proibição de visitas, exceto de advogados, familiares e equipe médica. O uso do equipamento de monitoramento foi definido como “condição de saída do preso das dependências da unidade prisional”.

Collor foi condenado pelo STF
Em 2023, o Supremo condenou Collor por envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. A Corte entendeu que ele recebeu cerca de R$ 20 milhões em propinas entre 2010 e 2014, período em que exercia influência política sobre indicações de cargos na empresa. Além da pena de reclusão, ele foi condenado ao pagamento de 90 dias-multa e de R$ 20 milhões em danos morais coletivos.
A defesa de Collor havia recorrido contra a condenação, mas todos os recursos foram rejeitados. Depois do trânsito em julgado, o ex-presidente começou a cumprir a pena e, pouco depois, solicitou ao STF a conversão da prisão em domiciliar, sob a alegação de idade avançada e múltiplas comorbidades, como Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
Agora, caberá à defesa justificar o motivo do desligamento da tornozeleira e à Secretaria de Ressocialização de Alagoas esclarecer a demora na comunicação ao Supremo. Caso o ministro entenda que houve descumprimento das condições impostas, poderá revogar o benefício e determinar o retorno de Collor ao regime fechado.
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Não seria melhor focar no rombo dos correios, no desvios do INSS?
Collor está preso porque não era do Clube Lavajato cujos ilustres membros estão todos soltos e boa parte de volta ao poder! De fazer o Gilmar Mendes derramar copiosas lágrimas de emoção incontida! Kkkkkk
Collor é velho , bilionário,já ferrou o país milhares de vezes , um ser nojento que juntamente com a desgraça da Zélia sequestrou o dinheiro do povo.
Pra que gastar mais dinheiro com esse moribundo?
Engraçado que o Sérgio Cabral está livre rssss