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Política

Moraes manda suspender passaporte diplomático de Collor

Ex-presidente foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

A medida faz parte do processo que resultou na sentença definitiva de Collor | Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A medida faz parte do processo que resultou na sentença definitiva de Collor | Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do passaporte diplomático de Fernando Collor de Mello. A decisão, tomada nesta segunda-feira, 12, está ligada à condenação do ex-presidente a oito anos e dez meses de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Com a decisão, o político está proibido de deixar o país.

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Collor cumpre prisão domiciliar em uma cobertura localizada em um edifício de seis andares na orla da Praia de Ponta Verde, um dos bairros mais valiosos de Maceió.

A prisão domiciliar de Collor

Ex-presidente Fernando Collor de Mello é dono da TV Gazeta de Alagoas | Foto: Roquete de Sá/Agência Senado
Recentemente, a Polícia Federal informou ao Supremo que não havia suspendido o passaporte de Collor porque o documento foi emitido pelo Ministério das Relações Exteriores | Foto: Roquete de Sá/Agência Senado

Na última semana, Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Collor, que optou por permanecer na capital alagoana. A defesa do ex-presidente afirmou que a detenção em regime fechado poderia agravar as condições de saúde do político.

Condições de saúde do ex-presidente

Um laudo médico anexado ao processo atesta que Collor, aos 75 anos, enfrenta doenças como parkinson, apneia do sono grave e transtorno bipolar.

A ação contra o ex-presidente foi concluída depois de o STF rejeitar o último recurso apresentado pela defesa. A acusação, movida pela Procuradoria-Geral da República, imputou a Collor o recebimento de R$ 20 milhões.

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Segundo a acusação, ele teria recebido propinas destinadas a garantir a assinatura de contratos fraudulentos entre a BR Distribuidora e a construtora UTC. Os crimes teriam ocorrido de 2010 a 2014.

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