O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), removeu, nesta sexta-feira, 7, o sigilo de parte da delação do policial aposentado Ronnie Lessa, que assassinou a ex-vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista dela, Anderson Gomes, em 2018.
Moraes observou ainda que a delação só vai ser mentida se os detalhes forem comprovados por Lessa.
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“Os benefícios previstos na colaboração premiada dependem, obviamente, da eficácia das informações prestadas, uma vez que trata-se de meio de obtenção de prova, a serem analisadas durante a instrução processual penal”, escreveu Moraes. “Isso, entretanto, não impede que, no presente momento, seja realizada, provisoriamente, a transferência pleiteada — enquanto ainda em curso a instrução processual penal; medida possível e previamente acordada por esse juízo com a a chefia do Poder Executivo bandeirante e com a Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo.”
Na mesma decisão, Moraes autorizou a transferência do policial aposentado para o Complexo Penitenciário de Tremembé (SP).
Preso pela morte de Marielle Franco
Lessa está preso desde março de 2019, por participar da execução de Marielle e Gomes. Em delação, o ex-PM confessou ser o assassino. Atualmente, ele está Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).
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