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Política

Moraes diz que PCO usa dinheiro público para ataques ao STF

Ministro incluiu o partido de esquerda no inquérito das fake news, depois de ser chamado de “skinhead de toga" na internet

Moraes
PT chamou Moraes de golpista, em 2016 | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Ao incluir o Partido da Causa Operária (PCO) no inquérito das fake news na quinta-feira 2, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusa o partido de usar dinheiro público para cometer práticas criminosas.

Moraes determinou a intimação de Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, em cinco dias, em razão de ataques ao STF e ao Estado Democrático de Direito. Além disso, estabeleceu o bloqueio dos perfis do partido no Facebook, no Instagram, no Telegram, no Twitter, no YouTube e no TikTok. O magistrado pediu a preservação do histórico de conversas e posts das contas do partido na internet.

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O ministro usou como argumento um tuíte em que a legenda de esquerda o chama de “skinhead de toga” e defende a dissolução do STF.

“Efetivamente, o que se verifica é a existência de fortes indícios de que a infraestrutura partidária do PCO, partido político que recebe dinheiro público, tem sido indevida e reiteradamente utilizada com o objetivo de viabilizar e impulsionar a propagação das declarações criminosas, por meio dos perfis oficiais do próprio partido, divulgados em seu site na internet“, escreveu Moraes.

“Portanto, há relevantes indícios da utilização de dinheiro público por parte do presidente de um partido político — no caso, o PCO — para fins meramente ilícitos, quais sejam a disseminação em massa de ataques escancarados e reiterados às instituições democráticas e ao próprio Estado Democrático de Direito, em total desrespeito aos parâmetros constitucionais que protegem a liberdade de expressão.”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) repassou, em média, R$ 1,1 milhão ao PCO entre 2016 e 2018, por meio do fundo partidário. No entanto, depois do desempenho eleitoral ruim em 2018, a sigla deixou de contar com o instrumento de financiamento.

No Twitter, Pimenta classificou a atitude de Moraes como “censura”. “Hoje, no Brasil, ter determinada opinião política é crime”, observou Pimenta. “Não é agora, sempre lutamos contra isso.”

Inquérito das fake news

Até o momento, o inquérito das fake news apenas abrangia apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Daniel Silveira (PTB-RS) e o jornalista Oswaldo Eustáquio chegaram a ser presos.

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9 comentários
  1. Marco Carrara De Sambuy
    Marco Carrara De Sambuy

    Realmente concordo com a afirmação, de que o STF, deixou de legislar para se tornar uma organização contrária a democracia

  2. Flavio
    Flavio

    Interessante, buscam ” proteger ” o estado de direito o destruindo!!!!!

  3. Carlos Brito
    Carlos Brito

    ESSA ESCOLHA É O LEGITIMO BOI DE PIRANHA , MAIS NADA, SOMENTE PARA ENGANAR.

  4. Carlos Gomes Araujo
    Carlos Gomes Araujo

    E lamentavel, temos de ler certas noticias, oriundas de desmandos de semianalfabetos aculturados, dizendo-se formados. E Brasil!

  5. Elcio Nicola
    Elcio Nicola

    Usa o R$ do “fundo”, que o próprio STF articulou no Congresso… Aí, eu pergunto: Esse energuministro usa qual R$ para profanar a nossa Constituição ?!?!…

  6. Ana Paula F.
    Ana Paula F.

    Pegar um partidinho pequeno que não tem nem deputados eleitos e dizer que incluíram no inquérito ilegal um partido de esquerda é palhaçada, queria ver pegar gente do PT, PV, Rede, PDT, isso que eu queria ver!

  7. Rodrigo
    Rodrigo

    1- Se depois de 2018 o PCO parou de receber dinheiro do fundo partidário, como é que o partido está usando dinheiro publico para “atacar o STF”?
    2- O PCO criticou o Xandão e pediu a dissolução do STF (que é a troca dos atuais ministros por novos). Em nenhum dos casos, ele pediu o fechamento do STF, logo, está muito longe de ser um ato antidemocrático.
    Esse Xandão é uma porta de burro.

  8. PCC
    PCC

    E o PT que usa dinheiro público até pra bancar casamento de corrupto?

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