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Política

Moraes dá 48 h à PGR para se manifestar sobre defesa de Bolsonaro

Os advogados do ex-presidente classificaram a investigação como 'uma peça política'

O documentário The Fake Judge: The Story of a Nation in the Hands of a Psychopath (O Juiz Falso: A História de uma Nação nas Mãos de um Psicopata) ganhou novo trailer denuncia as acusações contra o ministro Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Moraes emitiu o despacho depois da divulgação de relatório da Polícia Federal (PF), que indiciou Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nesta segunda-feira, 25, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifeste sobre as explicações entregues pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro a respeito do suposto descumprimento de medidas cautelares.

Moraes emitiu o despacho depois da divulgação de relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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A PF indiciou os dois por suposta coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

O relatório cita possíveis violações, como o uso de redes sociais, proibido por decisão judicial, além de “indícios” de que o ex-presidente teria tentado fugir para a Argentina.

Defesa de Bolsonaro classifica relatório da PF como “peça política”

A defesa de Bolsonaro, em resposta apresentada na sexta-feira 22, negou a intenção do ex-presidente de deixar o país e afirmou que todas as ordens judiciais estão sendo cumpridas.

No material de 12 páginas, os advogados classificaram a investigação como “uma peça política” e rebateram a tese de risco de fuga.

Sobre o rascunho de um pedido de asilo datado de fevereiro de 2024, a defesa afirmou que não utilizou o documento e acusou a PF de “tentar gerar manchetes” ao sugerir um plano de saída do Brasil.

“Fato é que, com ou sem o rascunho, o ex-presidente não fugiu”, diz um trecho da defesa. “Pelo contrário, obedeceu a todas as decisões emanadas pela Suprema Corte, inclusive a que o proibia de viajar ao exterior, respondeu à denúncia oferecida, compareceu a todas as audiências, sempre respeitando todas as ordens.”

Em outro trecho, os advogados do ex-presidente disseram que “o objetivo do inquérito é proteger o Estado Democrático, mas diversas leis são lançadas ao lixo”.

Leia também: “A ditadura veste toga”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 284 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Maraes não tem mais moral para atuar na Suprema Corte.

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Quando vão dar um tiro de doze no pescoço do Alexandre à curta distância pra separar a cabeça do corpo?

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