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Política

Moraes confirma delação de Mauro Cid e concede liberdade provisória ao militar

Ministro afastou o tenente-coronel de suas funções como oficial do Exército e impôs o uso de tornozeleira eletrônica

Advogado Mauro Cid
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu, neste sábado, 9, a liberdade provisória ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda nesta manhã, o magistrado homologou o acordo de delação premiada do militar.

O magistrado, contudo, impôs algumas medidas cautelares a Cid, como o uso de tornozeleira eletrônica, e o afastou de suas funções como oficial do Exército Brasileiro. A informação foi noticiada pela GloboNews e confirmada por Oeste.

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“Diante do exposto, concedo a liberdade provisória a Mauro Cesar Barbosa Cid, mediante a imposição cumulativa das seguintes medidas cautelares”, determinou o ministro.

Conforme apurou esta reportagem, Mauro Cid ainda não saiu do Batalhão do Exército de Brasília, onde está detido há mais de quatro meses. O militar também não poderá sair de casa aos fins de semana e à noite.

Nesta semana, o tenente-coronel fechou o acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. A delação se refere ao inquérito das milícias digitais e às investigações sobre a suposta venda de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro.

Hoje, o ministro deu o aval para o ato, apesar de a Procuradoria-Geral da República ter sido contra a delação. No entanto, desde 2018, a PF pode conduzir a colaboração premiada se tiver, ao menos, o aval do STF. A Oeste, interlocutores do militar haviam negado a delação, mas reconheceram que ele estaria “contribuindo com as investigações”.

“O ministro Alexandre de Moraes homologou o acordo de colaboração premiada referente às investigações e demais petições conexas, realizas entre a PF e Mauro Cid, devidamente acompanhado por seu advogado, a fim de que produzam seus efeitos jurídicos e legais”, infirmou a Suprema Corte.

Na investigação das milícias, a PF apura a existência de uma organização criminosa que atentaria contra o Estado Democrático de Direito. Em maio deste ano, Cid foi alvo de uma operação da PF, que investiga a suposta fraude em cartões de vacinação contra a covid-19 no Sistema Único de Saúde.

A inserção de dados falsos teria acontecido para beneficiar integrantes da família do próprio Cid e de Bolsonaro. Depois, o militar também se tornou alvo de outras investigações, como a da venda de joias.

A decisão de Moraes sobre Mauro Cid

mauro cid - silêncio - cpmi do 8 de janeiro
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro determinou que o tenente-coronel cumpra as seguintes medidas cautelares:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Comparecimento em juízo, em 48 horas, e comparecimento semanal, às segundas-feiras;
  • Proibição de sair do país e entrega do passaporte em cinco dias;
  • Cancelamento de todos os passaportes emitidos pelo Brasil em nome dele;
  • Suspensão de porte de arma de fogo, assim como de certificado de registro para coleção, tiro esportivo e caça;
  • Proibição de uso de redes sociais;
  • Proibição de falar com outros investigados. As exceções são a mulher, filha e o pai, general Lourena Cid.

Na decisão, Moraes afirma que, em caso de descumprimento das medidas cautelares, Cid deve voltar para a prisão.

“No atual momento procedimental, o encerramento de inúmeras diligências pela PF e a oitiva do investigado, por três vezes e após ser decretada sua incomunicabilidade com os demais investigados, apontam a desnecessidade da manutenção da prisão preventiva, pois não mais se mantém presente qualquer das hipóteses excepcionais e razoavelmente previstas na legislação que admitem a relativização da liberdade de ir e vir para fins de investigação criminal”, argumentou o magistrado.

Logo depois de assumir o caso, o advogado de Mauro Cid, Cezar Bitencourt, indicou uma mudança na estratégia da defesa referente a uma culpabilização de Bolsonaro no caso das joias e uma possível delação. Depois, no entanto, o criminalista apresentou versões confusas sobre o caso.

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9 comentários
  1. Christian
    Christian

    A panela de pressão contendo mais de 50 milhões de eleitores está prestes a ESTOURAR.

  2. Silva lilica
    Silva lilica

    Deus sempre teve e sempre terá o controle de tudo….deixar o arrogante pensar que tudo sabe e tudo pode é uma das maneiras de quebrar o bambu.

  3. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Se essa delação for verdade, esse militar perdeu a patente da pior forma possível porque também perdeu a honra.

  4. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Não entendo nada de direito mais vincular a soltura do preso a uma suposta delação é prá enganar a quem ? Claro que soltura é por exclusiva falta de crime que o mantenha preso além do desejo desenfreado do esquizofrênico em perseguição insana contra apoiadores amigos e familiares do Bolsonaro.

  5. Amancio Nogueira Filho
    Amancio Nogueira Filho

    Esse verme do cabeça de ovo, esse corrupto

  6. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Bolsonaro, nada a ver. Agora não sei se o buraco é mais embaixo ou mais acima.

  7. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    O sr. Cid quebrou os pilares de comportamento de membros das Forças Armadas, que são inegociáveis: Lealdade disciplina e Respeito ao superior hierárquico, se o ex presidente errou, não cabe a ele o incriminar depois de três meses presos, sendo linchado moralmente pela imprensa e no meio politico, porque só agora resolveu falar? essa pergunta vale um milhão de dólares.

  8. José Geraldo Xavier
    José Geraldo Xavier

    Que reportagem fajuta de aprendiz? Foi por isso que abanndonei antas e cruzo do diegommaisbosta. Onde está o lula com seus containers…Oeste virou bosta também?

  9. Fábio Moura
    Fábio Moura

    E continua a sanha da extrema esquerda. Uma verdadeira obsessão de doentes mentais. Principalmente desse sujeito aí que se acha acima das leis.

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