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Política

Moraes arquiva inquérito contra Torres, Vasques e policiais federais

Magistrado considerou que ex-ministro da Justiça e ex-diretor da PRF já haviam recebido sentença em ações anteriores

O ministro do STF Alexandre de Moraes: restrições mais severas | Foto: Fellipe Sampaio/STF
A decisão acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) | Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito que investigava o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques por suspeitas de prevaricação, violência política, crimes eleitorais e abuso de autoridade.

A decisão acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão ressaltou que ambos já responderam ações pelos mesmos fatores: Vasques foi condenado na Ação Penal nº 2693, e Torres recebeu condenação na Ação Penal nº 2668.

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Diante disso, a PGR sustentou que a manutenção do inquérito configuraria bis in idem. O princípio impede a duplicidade de persecução penal pelos mesmos acontecimentos.

Torres e Vasques encontram-se na Papudinha, Sala de Estado-Maior, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Vasques chegou ao local em 27 de dezembro e levou apenas uma pequena mala. Torres, por sua vez, está no batalhão desde o dia 25 do mesmo mês.

A prisão do ex-chefe da PRF ocorreu depois da tentativa de embarque no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. O destino era El Salvador, com escala no Panamá.

Moraes encerra investigação contra policiais federais

A decisão também tratou da situação de outros investigados, entre eles os policiais federais Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira. Segundo a PGR, as diligências realizadas não apontaram “indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal”.

A Polícia Federal relatou suspeitas de que eles teriam atuado para dificultar o deslocamento de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste durante a eleição de 2022.

“A instauração ou a manutenção de investigação criminal sem justa causa constituem injusto e grave constrangimento aos investigados”, escreveu Moraes.

+ Leia também: “Moraes dá 15 dias à PGR para se manifestar sobre pedido de liberdade de Filipe Martins”

Como resultado, o ministro determinou o arquivamento do inquérito, sem prejuízo de eventual reabertura apenas no caso de surgimento de “novos elementos”.  

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