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Política

Ministro diverge de Lula sobre reestatização da Eletrobras

Alexandre Silveira, de Minas e Energia, admite que intenção era rever privatização

Eletrobras
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Foto: Divulgação

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a reestatização da Eletrobras não está mais na pauta do governo federal. A declaração acontece em meio à ação movida pela Advocacia-Geral da União questionando o modelo de privatização da companhia.

De acordo com Silveira, essa ideia chegou a ser cogitada pelo governo em um primeiro momento, mas já não está mais em debate. O ministro disse que o Planalto pretende apenas questionar a proporcionalidade de participação da União na gestão da companhia.

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O ministro admitiu que a reestatização era a intenção do governo, que chegou a debater a proposta, no entanto, o Planalto optou por outra solução. “Este era realmente o primeiro debate interno no governo. Mas compreendo que esse debate foi vencido quando foi decidido o segundo caminho, que era ter uma participação efetiva”, disse Silveira, na segunda-feira 15.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a privatização da companhia durante um evento na Bahia. O petista classificou como “sacanagem” o modelo de privatização. “O governo tem 43% das ações da Eletrobras, mas no conselho só tem direito a um voto. Os nossos 40 só valem um [voto]. Quem tem 3% tem o mesmo direito do governo”, reclamou Lula.

A ação da AGU no STF

Em 5 de maio, AGU questionou no Supremo Tribunal Federal (STF) trechos da privatização da Eletrobras.

O ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de seu mandato, chegou a pedir que fosse estudada uma possível reestatização da empresa, “mas, depois de muito debate, chegou-se à conclusão de que, em um primeiro momento, o mais adequado seria restabelecer os direitos políticos proporcionais da União”.

Conforme o ministro, o governo não tem a pretensão de voltar a ter controle majoritário da empresa. “Até porque tem instrumentos, na própria lei de privatização, que o impedem de sê-lo”.

O governo tem 43% das ações e apenas um conselheiro, de um total de nove. De acordo com o ministro, o modelo atual da Eletrobras possibilita que o governo tenha apenas um candidato ao Conselho de Administração “em uma chapa inscrita para poder ter no máximo um representante no conselho e pode até não ter nenhum”. “O que o governo questiona é uma proporcionalidade de participação”, acrescentou.

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2 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    “Quem tem 3% tem o mesmo direito do governo”, reclamou Lula.
    – O voto de um acionista que coloca seu suado dinheiro na companhia, seu voto deveria valer muito mais do que 15 vezes o voto de um governo irresponsável. Então, a proporção está mais do que justa. E que se dê por encerrado este assunto.

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