Depois da megaoperação policial em combate a traficantes no Rio de Janeiro, as ministras Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) visitaram nesta quinta-feira, 30, o Complexo da Penha. O local registrou a maior parte dos conflitos entre criminosos e autoridades.
As duas participaram de uma reunião na Central Única das Favelas (Cufa). Elas ouviram relatos de moradores e representantes locais. Anielle disse principalmente que a visita teve o objetivo de compreender as demandas da comunidade e, desse modo, aproximar o governo federal das vítimas indiretas da operação.
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Ministras tentam transferir responsabilidade
“Esse momento de escuta foi essencial para entender o que as pessoas precisam. Nosso papel é fazer com que os ministérios e o Congresso atuem de forma coordenada para alcançar quem mais precisa”, declarou. A ministra ainda disse que lamenta as mortes: “Nenhum corpo merece ser tombado”.
Durante o encontro, Macaé Evaristo classificou a ação das forças de segurança como um “fracasso”. Do mesmo modo, ela criticou sobretudo a suposta ausência de uma estratégia integrada. “É inadmissível que uma operação dessa dimensão não utilize inteligência para garantir sua efetividade”.
A auxiliar do presidente Lula da Silva acrescentou ainda que ninguém tem como objetivo matar pessoas. “Se queremos combater o crime organizado, é preciso começar de cima, identificando onde está o dinheiro”.
A ministra defendeu assim a criação de uma articulação federativa, com participação de estados e da União, para combater dessa forma as facções de maneira planejada. “Um país do tamanho do Brasil não pode agir sem coordenação. Precisamos trabalhar juntos para asfixiar financeiramente o crime organizado”.
Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 287 da Revista Oeste
Nesta quarta-feira, 29, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também esteve na capital fluminense. Ele se reuniu com o governador Cláudio Castro (PL). O encontro resultou primeiramente no anúncio de uma força-tarefa integrada para o enfrentamento do crime organizado e sobretudo para o reforço de medidas de segurança e inteligência.
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Essas são as amiguinhas dos traficantes.
Elas são horríveis!
Governo do rio pediu tanques, lulis mandou só o canhão
Perguntas para a iluministra:
Se é tão fácil combater o crime organizado seguindo o dinheiro, por que não foi feito até hoje?
Ela lamenta as torturas e as execuções de inocentes pelo crime organizado?
Ela lamenta que milhões de pessoas tenham de viver em áreas dominadas pelo narcotráfico e tenham de pagar pedagio e proteção a esses meliantes?