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Política

Ministra diz que Brasil precisa romper com ‘dependência’ das big techs

País tenta desenvolver estrutura própria de data centers, mas autonomia ainda está distante

Esther Dweck
O alerta veio logo depois do anúncio do novo pacote tarifário do presidente Donald Trump | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, afirma que o Brasil continua dependente de empresas estrangeiras para armazenar e processar dados. Ela argumenta que as big techs controlam, em sua maioria, os serviços de nuvem usados pelo governo.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira 31, durante um evento da Festa Literária Internacional de Paraty. A ministra disse que o país tem um “gap tecnológico muito grande” e precisa avançar com urgência na construção de infraestrutura nacional.

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O alerta veio logo depois do anúncio do novo pacote tarifário do presidente Donald Trump. O republicano impôs taxas que variam de 10% a 41% sobre dezenas de países — o Brasil lidera a lista dos mais afetados.

Para Dweck, há risco real de sanções vindas das próprias empresas norte-americanas. “Hoje vivemos a possibilidade efetiva de algum tipo de sanção de determinadas empresas contra nosso país.”

Apesar da preocupação, o governo tenta avançar no setor. Segundo Dweck, o país ainda vai demorar para alcançar autonomia, mas algumas ações já estão em curso. Uma delas é a articulação com empresas brasileiras para ampliar a oferta de soluções de nuvem.

Haddad discute investimentos em data centers no Brasil

Em maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com representantes de empresas como Google, Amazon e Nvidia. O encontro, realizado no Vale do Silício, discutiu medidas para atrair investimentos em data centers no Brasil.

As estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam um potencial de R$ 2 trilhões em aportes na próxima década. O pacote inclui incentivos fiscais e garantias de segurança jurídica para operadores do setor.

+ Leia também: “Lula resiste à Casa Branca e retoma taxação das big techs

Atualmente, 85% dos custos operacionais dos data centers no país são atribuídos a equipamentos de tecnologia da informação, como chips e servidores, altamente taxados. A política nacional em discussão pretende reduzir essa carga, em sintonia com a reforma tributária.

O objetivo do governo é aproximar o Brasil das práticas internacionais, ao simplificar impostos e diminuir o custo de importação de insumos essenciais. A proposta envolve ajustes em tributos federais e tarifas de importação, buscando tornar o setor mais competitivo.

3 comentários
  1. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Nunca havia ouvido falar dessa ESTHER DWECK e muito menos desse ministério.
    Entretanto essa senhora deveria ter uma ideia mínima sobre a capacidade tecnológica atual do Brasil na área de Tecnologia da Informação (TI).
    O Brasil já teve a maior e mais competente empresa de TI da América Latina, maior mesmo do que muitas da Europa. Foi o SERPRO.
    Lamentavelmente, desde a chegada do PT ao poder em 2003, transformaram o SERPRO em outra instituição aparelhada, dirigida por petistas picaretas (pleonasmo), cuja preocupação maior foi delapidar o fundo de pensão (SERPROS) e fazer a empresa retroceder para um patamar quase medíocre, comparada ao que havia sido.
    Temos ainda a DATAPREV, instituição totalmente aparelhada há dezenas de anos e cuja capacidade tecnologica pode ser altamente contestada em termos de atualização.
    Fora essas duas organizações, tudo mais em termos de TI séria no país está nas mãos dos bancos.
    As universidades desaparelhadas não conseguem produzir técnicos de qualidade.
    Nos anos 1970 foi tentada a autonomia tecnológica com a criação da COBRA. Lamentavelmente, decisões irresponsáveis da Marinha do Brasil e a presença de um bando de melancias instalados na então CAPRE, levaram o projeto para o brejo.
    Sem isso, o que adianta essa “ministra” dizer que precisamos sair do contexto de organizações internacionais.
    Melhor seria ela tentar entender do assunto.

  2. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    E com quem o Taxadd foi se reunir? Nvidia, Google e Amazon. Todas empresas norte americanas. Faça um favor ministra do nada e cale a boca. Vc não sabe do q está falando. O Brasil nunca foi e nunca será criador de tecnologia. Seremos sempre dependentes da tecnologia dos outros e não tem como mudar isso em gerações. Lamento….

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