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Política

Ministério Público Eleitoral rejeita acusação de abuso de poder de Tarcísio por associar Boulos ao PCC

As informações sobre o suposto apoio da facção criminosa já eram públicas antes do segundo turno das eleições municipais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante evento para comemorar os 54 anos da Rota - 15/10/2024 | Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/fotospublicas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante evento para comemorar os 54 anos da Rota - 15/10/2024 | Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/fotospublicas

O Ministério Público Eleitoral descartou a acusação do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ter associado o parlamentar ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O promotor Fabiano Augusto Petean, da Primeira Zona Eleitoral de São Paulo, não entendeu que Tarcísio cometeu “abuso de poder político”.

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Segundo Petean, a ação de Boulos é “improcedente”. A acusação também envolvia o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o vice-prefeito, Mello Araújo (PL).

Boulos acusou Tarcísio de divulgar informações sigilosas da polícia no dia do segundo turno das eleições municipais.

Petean destacou que as informações sobre o suposto apoio do PCC a Boulos já haviam sido divulgadas na véspera do segundo turno.

Promotor aponta predileção do PCC por Boulos

Na petição, Petean menciona uma “predileção” da facção criminosa pelo candidato do Psol. Ele classifica o PCC como uma “autoridade criminosa” que exerce controle sobre seus integrantes, pressionando-os a votar conforme suas determinações.

O promotor destacou que a alta porcentagem de votos de Boulos nos presídios paulistanos foi usada como argumento para reforçar a suposta ligação. Segundo Petean, Boulos recebeu 72% dos votos nos presídios paulistanos.

Entenda as acusações de Tarcísio

Em 27 de outubro, Tarcísio disse que integrantes do PCC orientaram apoiadores, faccionados e seus familiares a votarem em Boulos nas eleições para prefeito de São Paulo.

A declaração foi dada a jornalistas no Colégio Miguel Cervantes, no Morumbi, onde o governador votou.

Tarcísio foi interpelado por uma jornalista sobre um comunicado emitido pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, que interceptou mensagens assinadas por integrantes da facção criminosa que instruem o voto em determinadas cidades do Estado.

As cartas, conhecidas como “salves”, são o principal método de comunicação interna entre os faccionados.

“A gente vem alertando isso há muito tempo”, respondeu o governador. “Fizemos um trabalho grande de Inteligência, temos trocado informações com o Tribunal Regional Eleitoral para que providências sejam tomadas.”

Em seguida, ao ser indagado sobre qual candidato o PCC teria indicado em São Paulo, Tarcísio respondeu: “Boulos”.

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