publicidade
Política

Ministério da Justiça e CNJ lançam programa 'Pena Justa'

Em cerimônia realizada no Supremo Tribunal Federal, o ministro Luís Roberto Barroso exaltou a ação: 'Exercício de empatia'

Marcaram presença no lançamento do programa da Justiça, da esquerda para a direita: o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso; e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski
Marcaram presença no lançamento do programa da Justiça, da esquerda para a direita: o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso; e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Fellipe Sampaio/STF

Nesta quarta-feira, 12, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançaram, em conjunto e em cerimônia do Supremo Tribunal Federal (STF), o programa “Pena Justa”.

O objetivo da iniciativa seria combater as violações de direitos humanos no sistema prisional brasileiro. O estabelece mais de 300 metas a serem alcançadas até 2027, que visam a melhorar a infraestrutura das penitenciárias e promover melhorias nas áreas de saúde, segurança e educação para a população carcerária.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Além disso, busca incentivar a capacitação profissional e criar oportunidades de ressocialização para os egressos do sistema.

Conforme divulgado pelo STF, os objetivos do “Pena Justa” estão divididos em quatro eixos. São eles: enfrentar a superlotação nos presídios, aprimorar a infraestrutura e os serviços destinados aos detentos, otimizar os protocolos de saída depois do cumprimento das penas e assegurar a reintegração desses indivíduos à sociedade.

Discurso de Barroso e de Lewandowski

Ministro Luís Roberto Barroso, do STF
Programa Pena Justa tem objetivo de empregar e oferecer oportunidades de educação para pessoas no sistema prisional | Foto: Fellipe Sampaio/STF

Durante a cerimônia, o presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou o caráter ambicioso do programa. Segundo ele, a ação representa uma “virada de chave” no enfrentamento da superlotação e da violência das penitenciárias.

Para Barroso, se o Estado não for capaz de acolher os detentos brasileiros, as facções o farão. “O que estamos fazendo é um exercício de empatia, não com ingenuidade, nem desapreço à situação das vítimas e nem para oferecer mordomias inaceitáveis para essas pessoas, mas apenas para dar condições mínimas de dignidade para que elas não saiam de lá pior do que entraram”, afirmou o ministro.

“Essas pessoas não devem ser atiradas no lixo do sistema prisional. Elas não perderam sua dignidade, apenas perderam sua liberdade.”

Já o ex-ministro do STF e atual chefe da pasta da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski, afirmou que “este é um passo gigantesco para que o Estado consiga recuperar o território controlado pelas facções”. Ele considera a iniciativa um avanço significativo no enfrentamento da superlotação e da violência nas penitenciárias.

Denúncias da oposição sobre a Justiça brasileira

Parlamentares de oposição denunciam abusos contra a liberdade de expressão no Brasil
Parlamentares de oposição denunciam abusos contra a liberdade de expressão no Brasil | Foto: Divulgação/Gustavo Gayer

Enquanto isso, setores do poder e da sociedade civil levaram o tema da prisão dos réus dos atos de 8 à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O relator especial de liberdade de expressão do órgão, Pedro Vaca Villarreal, veio ao Brasil para ouvir diferentes perspectivas e experiências sobre a liberdade de expressão no país.

Villarreal se encontrou com várias pessoas, incluindo Luíza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão. Ela afirmou que seu pai morreu injustamente e sofreu “tortura” na cadeia. Há alegações de abusos do STF e violações de direitos humanos no caso. Entre os argumentos, estão a falta de justificativa para a prisão preventiva e a não individualização de conduta.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

Além disso, parlamentares de oposição expuseram a suposta repressão imposta pelo STF contra sua classe política. Entre os denunciantes, estiveram os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS)

5 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Qualquer coisa que vem do mané do STF não presta

  2. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    SE NO BRASIL EXISTISSE PENA JUSTA, LULA JAMAIS SERIA O ATUAL PRESIDENTE !!!

  3. Max Lima
    Max Lima

    Para acabar com a superlotação basta adotar as Medidas do presidente de El Salvador , Bukele.
    Ou seja, mostrar e demonstrar para o criminoso que o crime NÃO COMPENSA . E que este irá pagar por sua estadia , alimentação e terá que repor o dano causado a sociedade . A propósito , o auxílio reclusão não deveria ir para a família do preso , mas para a família da vítima . Acerca dos presos políticos do 5TF , sem direitos humanos e fundamentais , alguma palavra ???

  4. Regina de Fatima Leme dos Santos
    Regina de Fatima Leme dos Santos

    Pros patriotas de 8 de janeiro, o açoite, né boca de veludo?

  5. David S
    David S

    Ouvir o senhor Perdeu Mané, e o ex-ministreco, LivrandoZedoski falando, provoca náuseas…..

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.