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Política

Milton Ribeiro divulga carta depois de deixar o MEC

'Tomo esta iniciativa com o coração partido. Prezo pela verdade e sei que a verdade requer tempo para ser alcançada', escreveu

Milton Ribeiro
Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro | Foto: Reprodução/MEC

Minutos depois de deixar o Ministério da Educação, o pastor Milton Ribeiro divulgou uma carta nesta segunda-feira, 28, justificando a decisão de sair do governo (leia íntegra abaixo).

O documento, publicado nas redes sociais, é endereçado “a todos os estudantes, profissionais da educação, servidores e demais cidadãos brasileiros”.

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“Decidi solicitar ao presidente Bolsonaro a exoneração do cargo de ministro, a fim de que não paire nenhuma incerteza sobre minha conduta e do Governo Federal”, escreveu.

Ele afirmou que seu afastamento visa, mais do que tudo, deixar claro que busca uma investigação completa e isenta. “Prezo pela verdade e sei que a verdade requer tempo para ser alcançada.”

Milton Ribeiro também disse tomar a iniciativa com o coração partido. “Minha decisão decorre exclusivamente de meu senso de responsabilidade política e patriotismo, maior que quaisquer sentimentos pessoais.”

“Agradeço e despeço-me de todos que me apoiaram nesta empreitada, deixando o compromisso de estar pronto, caso o pesidente entenda necessário, para apoiá-lo em sua vitoriosa caminhada”, finalizou.

Leia a carta na íntegra

“Dirijo-me a todos os estudantes, profissionais da educação, servidores e demais cidadãos brasileiros.

Desde o dia 21 de março, minha vida sofreu uma grande transformação. A partir de notícias veiculadas pela mídia, foram levantadas suspeitas acerca da prática de atos irregulares em nome do Ministério da Educação.

Tenho plena convicção de que jamais pratiquei qualquer ato de gestão que não fosse pautado pela legalidade, pela probidade e pelo compromisso com o Erário. As suspeitas de que foram cometidos atos irregulares devem ser investigadas com profundidade.

Eu mesmo, quando tive conhecimento das denúncias, em agosto de 2021, encaminhei, de imediato, expediente à CGU para que apurasse as situações narradas pelas denúncias. Mais recentemente, solicitei também àquela Controladoria que auditasse as liberações de recursos de obras do FNDE, para que não haja dúvida sobre a lisura dos processos conduzidos. Cumpre ressaltar que os procedimentos operacionais relacionados à liberação de recursos pelo FNDE não são de competência direta do Ministro da Educação.

São quatro os pilares que me guiam: Deus, família, honra e meu País. Além disso, tenho todo o respeito e gratidão ao Presidente Bolsonaro, que me deu a oportunidade de ser Ministro da Educação do Brasil num momento transformador para a educação brasileira. Registro que, sob a condução do Presidente da República, tive a oportunidade de conviver com uma equipe de ministros altamente qualificados e comprometidos com a ética e a probidade públicas.

Assim, levando em consideração os aspectos citados, decidi solicitar ao Presidente Bolsonaro a exoneração do cargo de Ministro, a fim de que não paire nenhuma incerteza sobre minha conduta e do Governo Federal. Meu afastamento visa, mais do que tudo, deixar claro que quero uma investigação completa e isenta.

Tomo esta iniciativa com o coração partido. Prezo pela verdade e sei que a verdade requer tempo para ser alcançada. Sei de minha responsabilidade política, que muito se difere da jurídica. Minha decisão decorre exclusivamente de meu senso de responsabilidade política e patriotismo, maior que quaisquer sentimentos pessoais.

Agradeço e despeço-me de todos que me apoiaram nesta empreitada, deixando o compromisso de estar pronto, caso o Presidente entenda necessário, para apoiá-lo em sua vitoriosa caminhada.

Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!

Brasília/DF, 28 de março de 2022
MILTON RIBEIRO”

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13 comentários
  1. Maciel Gomes
    Maciel Gomes

    Mas o bozzo que mandou ne, sinistro miltao, depois do uaintrub esperar o que

  2. Maciel Gomes
    Maciel Gomes

    1kg de ouro na mão do pastor gilmar e libera a grana pra prefeitura kk

  3. Maciel Gomes
    Maciel Gomes

    No meu desgoverno não tem mais corrupção, bozo kkkkkk

    1. Luiz Antonio Fraulo
      Luiz Antonio Fraulo

      Prove a corrupção. A do seu Lula já foi excessivamente e cansativamente provada. Há indícios de irregularidades que serão investigadas e apuradas. Nós gado, partidários do Bozo (o que muitos nos honra pois Bozo, assim como Arrelia, Pimentinha e outros palhaços, alegraram dignamente a infancia de muitas crianças), agradecemos a Deus o aparecimento desse lider, que nos livrou do estrume que é o seu bandido preferido. Aliás, o jegue (peço desculpas aos jegues) , o micróbio, já comeu seu pão com mortadela hoje?

    2. liberlive
      liberlive

      Jumentóide de limitada capacidade intelectual! Energúmeno!

  4. Ste
    Ste

    Conforme a reportagem, ele não foi demitido, mas pediu exoneração.

  5. Rodrigo Ramos Silveira
    Rodrigo Ramos Silveira

    Atitude digna, de quem se preserva e preserva o cargo que ocupa. Que os fatos sejam apurados com insensão.

  6. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    O líder bolsonarista nomeia um ministro para a pasta da Educação e ao mesmo tempo, indica dois pastores para intermediar o ministério para atuarem como articuladores com as milhares de prefeituras espalhadas pelo interior do país. Os tais pastores fazem toda a LAMBANÇA e é o ministro que é demitido?
    Tá difícil… Tá difícil. Será que o caminho correto não é mesmo a tal 3ª via? Começo, sériamente a pensar nisso.

    1. Paulo Renato Versiani Velloso
      Paulo Renato Versiani Velloso

      Errou! Me refiro ao Sergio Moro, morou? kkkk…

    2. John Wayne
      John Wayne

      Seu voto, comediante, todos sabem, é da esquerda. Vai tomar logo o seu tarja preta.

    3. Luiz Antonio Fraulo
      Luiz Antonio Fraulo

      Calma rapaz. Isso está sendo investigado. Como sabes os corruptos antigos vão fazer de qualquer soprinho um furacão quando sentirem que poderão, mesmo mentindo e jogando sujo, atingir o Presidente. Quando o veredicto sair, aí poderemos julgar.

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