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MEZ-RZK garante contrato para construir a nova sede do governo de São Paulo

O empreendimento prevê investimento de R$ 6 bilhões na construção de sete edifícios e dez torres em Campos Elíseos, região central da capital

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O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o projeto é 'construção de legado na veia' | Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

O consórcio MEZ-RZK Novo Centro conquistou a concessão do Novo Centro Administrativo de São Paulo ao oferecer desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões. O leilão ocorreu nesta quinta-feira, 26, na sede da Bolsa de Valores (B3).

O consórcio Acciona-Construcap apresentou outra proposta e ofertou desconto de 5% sobre o mesmo valor de referência. Ainda assim, a MEZ-RZK garantiu a vitória na disputa ao superar o porcentual oferecido pela concorrente.

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O empreendimento prevê investimento de R$ 6 bilhões na construção de sete edifícios e dez torres em Campos Elíseos, região central da capital.

Nesses prédios, ficarão o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais, que atualmente funcionam em mais de 40 endereços espalhados pela cidade.

A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) desenvolveu a concessão, com duração prevista de 30 anos, com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias.

Impacto urbanístico e social no centro de São Paulo

O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o projeto é “construção de legado na veia”, destacando que a área nasceu para servir à aristocracia do café e acabou degradada.

“Vamos devolver a cidade para as pessoas”, afirmou o governador. “Vamos devolver a dignidade para o centro de São Paulo.”

Além de otimizar a administração estadual e reduzir despesas, a iniciativa tem como objetivo revitalizar o centro, preservar o patrimônio histórico e ampliar os serviços oferecidos à população.

Leia também: “Os princípios da liberdade”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 310 da Revista Oeste

A expectativa é que o novo complexo abrigue cerca de 22 mil servidores e inclua teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços de convivência.

Segundo Guilherme Afif Domingos, secretário de Projetos Estratégicos do Estado, “todos nós nos unimos em torno de uma ideia, que se transformou em um projeto e conquistou o coração de todos”.

“Vamos resgatar o afeto dos paulistas pelo centro de São Paulo e vamos dar a atenção devida à população que vive na região”, afirmou Domingos.

Detalhes do projeto

O plano contempla a restauração de 17 imóveis tombados e aumento superior a 40% nas áreas verdes do Parque Princesa Isabel.

Estão previstos ainda 25 mil m² voltados para comércio e serviços, além da construção de um novo terminal de ônibus, com vistas a aprimorar a mobilidade urbana.

O projeto prevê que os edifícios recebam certificação internacional Leed Gold, com adoção de soluções para eficiência energética, térmica e ambiental.

A fase de obras deve gerar 38 mil empregos, enquanto comércio e serviços locais poderão abrir 2,8 mil vagas formais.

Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos, destacou que “o projeto do Novo Centro marca a retomada estruturada da região, com foco em eficiência, modernização administrativa e melhor uso dos recursos públicos”.

A proposta vencedora assegurou maior desconto ao Estado, promovendo economia e previsibilidade.

O consórcio vencedor será responsável pela operação e pela manutenção do complexo, incluindo limpeza, segurança e conservação, conforme metas de desempenho estabelecidas em contrato.

Felipe Mahana, diretor da M4 Infraestrutura, integrante do consórcio, afirmou: “Vamos fazer de tudo para colocar isso para a frente o mais rápido possível”.

Durante a etapa de licitação, a sociedade participou ativamente, com duas audiências públicas realizadas em fevereiro de 2025 e mais de 268 contribuições recebidas em consulta pública aberta entre janeiro e março.

O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB) selecionou o projeto arquitetônico por meio de concurso nacional, que registrou recorde de inscrições.

A proposta escolhida ficou sob responsabilidade do escritório Ópera Quatro Arquitetura, encarregado de elaborar os projetos básico e executivo.

Um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha ouviu 1.564 pessoas na capital e revelou que 83% dos moradores ou trabalhadores do centro acreditam que a região ficará mais segura.

Entre os entrevistados, 80% esperam melhorias na limpeza urbana; 74%, na oferta de empregos; 70%, no turismo; e 55%, nas condições de moradia.

Ao considerar toda a cidade, 64% dos paulistanos avaliam como ótima ou boa a mudança para o Novo Centro Administrativo, enquanto 77% acreditam em avanços na segurança.

Entre 79% e 84% dos participantes consideram que o projeto trará mais benefícios do que prejuízos para moradores, comerciantes, trabalhadores e para a cidade.

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