A aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, divulgada em 9 de outubro, permitiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a realizar a 11ª indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, consolida a influência do petista na Corte.
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Nos três mandatos, o presidente selecionou nomes que marcaram diferentes períodos do Supremo, desde 2003 até o momento atual.
As primeiras nomeações para o STF
No primeiro mandato, de 2003 a 2006, Lula nomeou Antonio Cezar Peluso, que assumiu depois da aposentadoria de Sydney Sanches. O ministro indicado pelo petista chegou à presidência do STF em 2010.

Carlos Ayres Britto, também indicado nesse período, presidiu a Corte em 2012 e se notabilizou como relator da ação que declarou a Lei de Imprensa inconstitucional.

Lula indicou Joaquim Barbosa em 2003 para a vaga de Moreira Alves. O magistrado teve papel central no julgamento do mensalão e presidiu o Supremo em 2012.

Eros Grau entrou em 2004, relatou ações como a que manteve a validade da Lei de Anistia e atuou até 2010.

Cármen Lúcia, nomeada em 2006 para substituir Nelson Jobim, presidiu o tribunal de 2016 a 2018.

Ricardo Lewandowski, também nomeado em 2006, conduziu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Depois de aposentar-se em 2023, assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Indicações no segundo e terceiro mandatos
No segundo mandato, de 2007 a 2010, Lula indicou Carlos Alberto Menezes Direito, que participou de julgamentos marcantes antes de morrer em 2009. Com a vaga aberta, Dias Toffoli foi nomeado ainda em 2009.


No terceiro mandato, que começou em 2023, Lula indicou Cristiano Zanin, advogado que o defendeu nos processos da Operação Lava Jato, para a vaga de Lewandowski.


Em seguida, Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão, foi nomeado para substituir Rosa Weber. Tomou posse em fevereiro de 2024.
Leia mais: “Devaneio supremo”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 290 da Revista Oeste
As indicações refletem diferentes fases do Supremo e mostram o peso das escolhas presidenciais no perfil da Corte.









































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