O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta segunda-feira, 16, que uma mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro no dia de sua primeira prisão teve como destino um “número funcional” do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo o parlamentar, o número citado na troca de mensagens pertence à estrutura oficial da Corte. Conforme revelou a jornalista Malu Gaspar, em sua coluna no jornal O Globo, o ex-banqueiro direcionou o conteúdo ao ministro Alexandre de Moraes.
“Cabe agora, oficialmente, ao Supremo, se nós tivermos essa condição na investigação, que é o básico de uma investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem”, disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Viana também defendeu o afastamento de Moraes durante a apuração do caso. Ele argumentou que essa medida garantiria isenção no andamento das investigações da CPMI.
“Em qualquer país sério, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação terminasse e nós determinássemos se ele tem culpa ou não nessa história”, alegou.
Viana cita ‘proteção mútua’ entre autoridades de Brasília
Durante a entrevista, Viana criticou decisões do STF e afirmou que a Corte “não respeita mais absolutamente nada, toma decisões e se contradiz”. Nesse sentido, ele ressaltou uma relação inadequada entre políticos e magistrados e afirmou que há uma dinâmica de proteção mútua entre autoridades.
“Essa relação de promiscuidade de que você não toca o processo e eu não faço nada contra você é muito ruim”, ponderou. “É a minha visão hoje. Assim como os ministros do Supremo deveriam ser afastados, e eu digo aqui: Toffoli e Alexandre de Moraes não deveriam estar no cargo.”
O senador, por fim, respondeu a questionamentos sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, em 2019. Ele negou qualquer vínculo com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que atuava como pastor ligado à instituição.
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Segundo Viana, Zettel não integrava a sede principal da igreja, mas uma unidade vinculada. O senador afirmou que já destinou recursos a diversas entidades e defendeu a atuação de igrejas em atividades sociais. “Ajudei dezenas de fundações, e o governo deve muito às igrejas pelas assistências sociais em presídios.”





































Sim senador, o Brasil apodreceu. A promiscuidade é maís escancarada do que na casa da Maria Joana. Precisa ser posto um fim nessa corja.
A imprensa, de modo geral, tem errado em suas previsões. É bem possível que Vorcaro não faça delação pelo menos até o final das eleições.