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Política

Mendonça nega liberdade a sócio oculto do 'Careca do INSS'

Ministro do STF mantém ordem de prisão contra Tiago Schettini por fraudes em aposentadorias

andré mendonça
O ministro André Mendonça, durante uma sessão plenária no STF — 11/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou a tentativa de Tiago Schettini Batista de derrubar sua ordem de prisão. O empresário é apontado pela Polícia Federal como o braço direito oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A decisão, tomada sob sigilo, veio a público pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira, 1º.

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Tiago Schettini fugiu para os Estados Unidos em dezembro do ano passado, poucos dias antes da Operação Sem Desconto estourar. Ele é um dos chefes da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca, entidade acusada de roubar dinheiro de aposentados por meio de descontos ilegais nas folhas de pagamento do INSS.

Blindagem e mensagens secretas

Mensagens interceptadas pela polícia mostram que Schettini trabalhava para esconder sua ligação com o esquema. Em uma das conversas, ele afirmou que precisava tirar seu nome dos negócios de Antonio Carlos para evitar o radar das autoridades. O empresário chegou a escrever que sua presença em documentos oficiais “fode” os planos devido a investigações antigas e dívidas acumuladas.

A defesa tentou convencer o STF a trocar a prisão por medidas mais leves, alegando que o cliente não fugiu. Mendonça rejeitou o argumento e destacou que o poder econômico de Schettini e sua permanência fora do país exigem a manutenção da força policial. Para o ministro, a capacidade de mobilização do investigado coloca em risco a aplicação da lei.

Esquema do call center

A investigação revela que os sócios usaram uma empresa de teleatendimento para operar o esquema de ocultação. A ACDS Call Center servia como fachada para camuflar a sociedade real entre Schettini e o Careca do INSS. O magistrado pontuou que a gravidade dos fatos e a necessidade de garantir o processo penal justificam a prisão preventiva.

Até o momento, o empresário segue na lista de procurados enquanto permanece em solo americano. Os advogados de Schettini negam que ele fosse sócio de empresas onde seu nome não aparece oficialmente, mas as provas colhidas pela Polícia Federal indicam uma estrutura profissional de fraude.

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