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Política

Mendonça devolve ao plenário ação sobre porte de maconha

Cinco ministros votaram a favor da descriminalização

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O ministro André Mendonça havia pedido vista, ou seja, mais tempo para a análise, em 24 de agosto | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para o julgamento a ação sobre a descriminalização do porte pessoal de maconha. O processo agora pode voltar ao plenário do STF.

O ministro André Mendonça havia pedido vista, ou seja, mais tempo para a análise, em 24 de agosto. O julgamento já acumula cinco votos a favor e um contrário. A ex-ministra do STF e então presidente da Corte, Rosa Weber, adiantou seu voto na ocasião e foi favorável à descriminalização antes de se aposentar. 

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Até o momento, o ministro Cristiano Zanin foi o único que votou contra a descriminalização. Assim como Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes também votaram a favor.

Descriminalização do porte de maconha pode ser votada no início de 2024 pelo STF

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A intenção do ministro Luís Roberto Barroso é marcar o julgamento sobre a descriminalização do porte pessoal de maconha no início de 2024, já que a pauta de dezembro já foi definida | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

As novas regras do STF determinam que um ministro que pede vista tem 90 dias para devolver o processo para a pauta, ou isso acontece automaticamente. A Corte adotou a medida para que um processo não ficasse mais muito tempo engavetado. 

O STF também vai discutir os requisitos para diferenciar o porte pessoal do tráfico de drogas. Hoje, a Lei de Drogas determina que a diferenciação fica a critério do juiz.

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O julgamento da pauta começou em 2015, e ficou paralisado depois de um pedido de vista do então ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo em 2017. O ministro Alexandre de Moraes herdou o caso de Zavascki, e o liberou para a votação em novembro de 2018. O ministro Gilmar Mendes agora está com a relatoria do caso.

A intenção do ministro Luís Roberto Barroso é marcar o julgamento sobre a descriminalização do porte pessoal de maconha no início de 2024, já que a pauta de dezembro já foi definida, de acordo com o jornal Valor Econômico.

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