A maioria relativa dos brasileiros defende a ideia de que a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) seja de perfil técnico e sem vínculos com o governo federal. É o que mostra a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 6, segundo a qual 39,4% dos entrevistados preferem um nome com essas características.
O levantamento revela, contudo, um cenário dividido. Outros 37% afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter uma escolha de natureza política, com ligações com o governo.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Há ainda parcelas menores com outras preferências: 13,2% consideram que a vaga na Corte deveria ser objeto de negociação com o Senado, enquanto 5% defendem a indicação de uma mulher. Outros 5,4% não souberam ou não responderam.

Senado rejeitou indicação de Messias ao STF
A discussão ocorre diante da tentativa do governo de emplacar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, oficializada em 18 de outubro de 2025. Lula chegou a promover o nome de Messias ainda no fim do ano passado.
Em 29 de abril, porém, o plenário do Senado rejeitou a indicação, impondo um revés ao Palácio do Planalto. Foi a primeira vez desde 1894, no governo Floriano Peixoto, que a Casa Alta barrou um indicado ao STF.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1,5 mil eleitores em todo o país entre os dias 1º e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-05356/2026.
É PRECISO REINVENTAR O STF, TRANSFORMANDO-O NUMA INSTGITUIÇÃO FORMADA POR NOTÓRIOS CONHECEDORES DO DIREITO, EM TODA A SUA ABRANGÊNCIA. É PRECISO TAMBÉM QUE NÃO HAJA INVASÃO DA COMPETÊNCIA DE OUTROS PODERES PELO STF. E MAIS: QUE O STF VOLTE A TER O RESPEITO E A CREDIBULIDADE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, VOLTANDO A SER, COMO ANTIGAMENTE, UMA VERDADEIRA E SUPREMA CORTE DE JUSTIÇA, SEM IDEOLOGIAS E NEM PARTIDARISMOS.