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Política

‘Me julguem como julgaram a chapa Dilma-Temer em 2017’, diz Bolsonaro

TSE adotou entendimento que liberou chapa encabeçada pela ex-presidente petista

Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 21 | Foto: Reprodução/Twitter | Foto: Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 21, que não terá seus direitos políticos cassados se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotar o mesmo entendimento de 2017, ao julgar a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), candidato a vice-presidente.

“Me julguem a exemplo de como foi julgado o caso da chapa Dilma-Temer”, declarou Bolsonaro a jornalistas nesta manhã, depois de uma visita ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O TSE marcou para a quinta-feira 22 o julgamento da ação que pode tornar Bolsonaro inelegível.

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Assim como Bolsonaro, a chapa que venceu as eleições em 2014 foi acusada de abuso de poder econômico. O ex-presidente é acusado pela reunião com embaixadores, em julho de 2022, e questionar a transparência e segurança do processo eleitoral.

“A partir do momento que o TSE, aproveitando a jurisprudência de 2017 e aplicar no meu caso, que no meu entender, deve ser assim, por uma questão de coerência, a acusação contra mim, por me reunir com embaixadores, torna-se frágil”, declarou a jornalistas nesta segunda-feira, depois de uma visita ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “É só seguir os precedentes do TSE, o que aconteceu em 2017, que eu vou ser absolvido também. Não tem por que cassar meus direitos políticos.”

Bolsonaro também disse que se reuniu com embaixadores fora do período eleitoral, e a reunião foi uma resposta ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que dois meses antes também tinha reunido embaixadores — fora de sua competência, ressaltou Bolsonaro — para falar sobre eleições.

Em 2017, por 4 votos a 3, venceu a tese de que não havia comprovação de que dinheiro oriundo de propinas do megaesquema de corrupção da Petrobras tivesse sido usado na campanha petista. 

O então presidente do TSE, Gilmar Mendes, que deu o voto de desempate, também afirmou que a Justiça tinha de se conter e agir rigorosamente dentro da lei e das provas para não cassar a soberania popular.  

“O objeto desta questão é muito sensível e não se equipara com qualquer outro, porque tem como pano de fundo a soberania popular. Por isso é que a Constituição estabelece limites […] Não se substitui um presidente da República a toda hora, ainda que se queira. E a Constituição valoriza a soberania popular a despeito do valor das nossas decisões”, declarou Gilmar, naquela ocasião.

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9 comentários
  1. Christian
    Christian

    Nunca se viu um membro do STF fazer reunião com embaixadores. Isto está fora do escopo dele, ou seja, fora da constituição que ele diz saber e a usa como papel higiênico. Folha por folha.

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    Quem deveria responder a processo por reunião extra oficial com embaixadores é o Fachin.

  3. Luiz Pereira De Castro Junior
    Luiz Pereira De Castro Junior

    Pessoal da Oeste , não estou conseguindo ler a revista . Pede login , senha e nada . Já mandei email , mas por enquanto sem retorno .

  4. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Jair Bolsonaro se tornará inelegível sem duvida nenhuma, a única certeza que temos, que, a quem ele indicar votaremos nele, e não será um poste.

  5. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Mandando a segunda para publicar a primeira.

  6. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Todos do TSE são petistas e, sabem do desastre que será o governo do ladrão, entãoinevitável. ou fazem o que fuzeram adequando as urnas ou cassam Bolsonaro, a volta dele em 26 será inevitável. Lembrando que se tiver voto de minerva, será do cabeça de glande, que não possui a sabedoria de Minerva.

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