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Política

Cid: 'Os policiais queriam que eu falasse coisa que não sei, que não aconteceu'

Áudios vazados do tenente-coronel revelam bastidores do depoimento que o militar prestou durante nove horas à PF

depoimento bolsonaro
O tenente-coronel Mauro Cid e então o presidente Jair Bolsonaro, durante um evento no Palácio do Planalto — 24/2/2021 | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Áudios vazados de Mauro Cid mostram um lado desconhecido do processo de delação que o tenente-coronel celebrou para se livrar da cadeia.

“Os policiais queriam que eu falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu”, diz o militar, no material publicado pela Veja, nesta quinta-feira, 21.

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Conforme a revista, trata-se de um diálogo com um amigo, na segunda-feira 11, que ocorreu depois de um depoimento de nove horas à PF. “Eles estão com a narrativa pronta”, afirmou Cid. “Eles não queriam saber a verdade, mas, sim, queriam só que eu confirmasse a narrativa deles.”

De acordo com Mauro Cid, o delegado que colheu as falas citou várias vezes o total da pena que Cid pegaria, em virtude dos casos em investigação. “Todas as vezes eles falavam: ‘Ó, mas a sua colaboração”, lembrou Cid. “Ó, a sua colaboração está muito boa’. O delegado até falou: ‘Vacina, por exemplo, você vai ser indiciado por nove negócios de vacina, nove tentativas de falsificação de vacina. Vai ser indiciado por associação criminosa e mais um termo lá’. Ele falou assim: ‘Só essa brincadeira são trinta anos para você’.”

Delação de Mauro Cid foi usada para implicar Bolsonaro

pt bolsonaro
Jair Bolsonaro presta depoimento nesta quinta-feira na PF | Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Em nove de setembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, homologou um acordo de delação premiada de Mauro Cid. Dessa forma, concedeu liberdade provisória ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Desde essa data, as declarações de Mauro Cid na delação têm sido usadas pela PF para fazer operações contra o ex-presidente e pessoas próximas a ele.

Leia também: “A distopia alexandrina”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 208 da Revista Oeste

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10 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Eu fico pensando que Policia Federal é essa? Que característica de indivíduos que as compõem? Desde quando estamos financiando agentes federais para isso? Até quando vamos permitir esse cenário de corruptos, medíocres, oportunistas e covardes, no lugar onde pessoas íntegras, honestas, preparadas e corajosas deveriam agir?

  2. Ronaldo mesquita vieira
    Ronaldo mesquita vieira

    O grande legado de Bolsonaro talvez seja o de ter mostrado para o Brasil e o mundo que o problema do Brasil nunca foram os politicos e sim os homens da lei…

  3. MNJM
    MNJM

    Temos uma justiça da canalhice. Rodrigo Pzcheco o grande responsável por termos um STF político, imoral Moraes j deveria estar fira da vida pública se o Presidente do Senado honrasse as calças que veste.
    A PF se desmoralizou em cumprir ordens de bandidos.

  4. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Farsas Especiais.
    Carta de um Brigadeiro.
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  5. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Por conversas muitíssimo mais republicanas entre Moro juíz e Delta procurador na época da lava jato eles anularam todo aquele processo e livraram o cachaceiro da cadeia. As conversas de Moro com os advogados de defesa nunca foram mencionadas, pois isso daria uma maior equidade aos lados. Aqui o CID sofre chantagem jurídica explícita para q corrobore uma história e tudo bem. É o Brasil q temos hoje….

  6. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Temos a pior justiça, os piores políticos de todos os tempo…..uma imundice .

  7. Jackson Silva Ferreira
    Jackson Silva Ferreira

    E ainda querem que nós confiemos na PF. Foi respeitada e valorizada no governo Bolsonaro, hoje é uma vergonha.

  8. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    #PFVergonhaNacional , infelizmente, claro que há exceções mas essa que está a mando do STF envergonha a classe toda.

  9. PCC
    PCC

    A tática de interrogatório adotada pela PF é a mesma adatada nos porões da ditadura no regime militar. A história está pronta, você só assina, caso contrário, pau de arara. Pelo visto o método não mudou.

  10. jorge alves
    jorge alves

    OLHA AÍ as coisas aparecendo fala logo a verdade CID para de mentir seu MELANCIA !!!!!!

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