publicidade
Política

Marinha paga R$ 6 milhões durante 30 anos para mulher que não existe

Vaubaniza Rodrigues Viana seria filha de um militar e recebia pensão

Comando do 3 Distrito Naval da Marinha
O militar que teria a suposta filha era do Comando do 3º Distrito da Marinha | Foto: Divulgação/Marinha

Durante quase 30 anos, a Marinha do Brasil pagou indevidamente cerca de R$ 6 milhões a uma identidade fictícia criada por Marlene Rebouças Viana. Vaubaniza Rodrigues Viana, a suposta beneficiária, nunca existiu, mas sua identidade foi sustentada por documentos falsos. O site Metrópoles divulgou a informação nesta terça-feira, 17.

Os documentos falsos simulavam que Vaubaniza era filha de um ex-primeiro-tenente da Marinha, falecido em 1981. A mulher, que não existia, tinha direito a pensão militar, paga a órfãos de oficiais.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Marlene, uma professora de 73 anos de Icapuí (CE), recebeu a quantia de janeiro de 1994 a junho de 2021. A fraude foi descoberta em 2021, depois de uma denúncia anônima. O Ministério Público Militar (MPM) descreveu como Marlene usou a documentação.

“Marlene usou documentação falsa em nome de Vaubaniza Rodrigues Viana, pessoa que sequer existiu, para inclusão na folha de pensão e pagamento com finalidade de simular o direito de recebimento de proventos”, explica o MPM.

Segundo o Metrópoles, o esquema contava com a colaboração de familiares e de um militar. Marlene confessou ter contado com a ajuda do sogro, que morreu em 1981 e teria deixado a documentação preparada para que a nora recebesse a pensão.

Militar notificou o nascimento fictício à Marinha

Certidão Nascimento Vaubaniza
Certidão Nascimento de Vaubaniza, que nunca existiu | Foto: Reprodução/Metrópoles

O sogro de Marlene chegou a notificar o nascimento da filha fictícia à Marinha. Durante 27 anos, Marlene retirou uma identidade civil para Vaubaniza, o que inclui CPF, endereço e certidão de nascimento, todos falsos.

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou Marlene a dois anos e oito meses de prisão em novembro de 2023. A sentença destacou que ela agiu com “vontade consciente” para manter o esquema. A ministra e atual presidente do STM, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, afirmou que o “silêncio malicioso se prolongou no tempo sem qualquer intenção de cessação”.

Com a decisão judicial, a Advocacia-Geral da União busca recuperar os cerca de R$ 6 milhões pagos indevidamente. Em depoimento, Marlene afirmou querer ressarcir a União, mas disse não ter condições de arcar com o valor.

A professora contou que a pensão sustentava sua casa desde 1983 e afirmou sempre ter sido “pessoa do lar”. Apesar das tentativas, Marlene não foi localizada para comentar o caso. A Marinha não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

Leia também:

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Jorge Fernandes
    Jorge Fernandes

    O brasil – sim merece mesmo ser tratado com b minúsculo – é um antro de pilantras… pobre de nosso honesto povo que vive em meio à canalhas de todas as espécies

  2. Gustavo G. Junior
    Gustavo G. Junior

    Documentos falsos civis ; militar falecido corrupto ; ( Marlene corrupta ) ^ 2 . E o idi ota do pagador de impostos pagando toda essa put a ria.

  3. PCC
    PCC

    Não consegue vigiar as suas contas p que dirá de nossas fronteiras.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.