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Política

Maia e Weintraub divergem sobre o Enem

Presidente da Câmara defende adiamento da aplicação do exame. Ministro da Educação sustenta respeito pelos 4 milhões de inscritos e fala em consultá-los antes de qualquer decisão ser tomada

Enem
Exame pode ficar para 2021| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Presidente da Câmara defende adiamento da aplicação do exame. Ministro da Educação sustenta respeito pelos 4 milhões de inscritos e fala em consultá-los antes da tomada de decisão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltaram a divergir sobre a data de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Pelo cronograma atual, as provas serão aplicadas em 1º e 8 de novembro presencialmente e em 22 e 29 de novembro digitalmente.

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Para Weintraub, manter o cronograma é garantir a isonomia entre os 4 milhões de brasileiros que se inscreveram na edição do Enem deste ano. “As inscrições vão até sexta-feira [22 de maio]. Há um debate sobre seu adiamento. Nosso posicionamento é saber a opinião dos principais interessados, perguntando diretamente aos estudantes inscritos”, declarou, em comentário no Twitter.

O ministro defendeu o interesse democrático na aplicação do Enem. Explicou que a pasta fará uma consulta na última semana de junho a todos os inscritos através da Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ambiente

A decisão deve ser tomada somente depois de ouvidos todos os inscritos, acredita Weintraub. “Vamos manter a data? Adiar por 30 dias? Suspender até o fim da pandemia? O governo quer saber a opinião dos brasileiros! Democracia é isso!”, ponderou.

O presidente da Câmara, tal como o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, mostra  pensamento oposto. Para o demista, o adiamento pode ser determinado sem a consulta pública, mas pelo sentimento dos parlamentares. “O ambiente nas duas Casas é pela aprovação de decreto legislativo [que adie o Enem]”, afirmou.

Na opinião de Maia, o ideal era o presidente Jair Bolsonaro posicionar-se sobre o assunto. “Melhor que pudesse vir do presidente uma decisão antes que o Senado e a Câmara tomassem a decisão de votar, para não parecer que foi uma coisa contra o governo. Na verdade, essa demanda do adiamento vem de todo o Brasil, de muitas famílias”, declarou.

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7 comentários
  1. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Pior que Sarney e FHC, o Botafogo vem se tornando um dos maiores algozes do POVO brasileiro. Lembrar de Maia é temer Renan Calheiros, Juca, Inocêncio Oliveira, Barbalho, Ailton Lyra e Fernando Bezerra, Pimentel, Dilma, Lula, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e uma leva crápulas como o jornalista Doria.

  2. Paulo
    Paulo

    Nada mais perigoso que um idiota com poder e ativo. Tudo que Maia toca vira merda.

  3. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Esse filho da César tem que pautar a PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado. Só isto interessa ao POVO ORDEIRO, ainda que o STF nos incite às RUAS, vem cada atitude monocrática. Passou da hora da PRESTAÇÃO DE CONTAS com o LEGISLATIVO, definitiva, para q possamos avançar.

  4. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Com todas as reformas fundamentais para o desenvolvimento do Brasil paradas e ele quer decidir o dia do Enem. Esse presidente da Câmara é uma piada.

  5. jorge de andrade
    jorge de andrade

    Congresso e STF viraram executivo !!!
    Interferir mais, impossível

    Muro de lamentação de deputados esquerdistas esse STF

  6. jorge de andrade
    jorge de andrade

    seria um enem a menos…melhor fazer, né ?
    onde está mesmo o problema ?
    Porque pode ter eleição e não pode ter ENEM ????
    pqp

  7. Paulo Cavallieri
    Paulo Cavallieri

    Se vai adiar o Enem que é em Novembro, então tem que adiar a eleição que é em Outubro! Aliás porque este assunto está na câmara? O que eles tem a ver com isso?

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