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Política

Lula vai usar avião de repatriação de brasileiros para viagem à Rússia

Operação de resgate no Líbano deve ser continuada com outras aeronaves da FAB

O presidente Lula é o maior representante do Partido dos Trabalhadores | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Lula viaja para a Rússia no fim deste mês | Foto: | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai usar o avião de repatriação de brasileiros do Líbano para poder ir à 16ª Cúpula do Brics, na cidade de Kazan, localizada na Rússia. O evento ocorre entre os dias 22 e 24 de outubro. 

Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Lula utilizará a aeronave KC-30 depois do avião presidencial VC-1 não ter sido liberado. A aeronave do presidente apresentou um problema técnico na sua volta do México, em 1° de outubro. 

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A Secom negou, por meio de nota, que a Operação Raízes do Cedro será interrompida. Esclareceu que o resgate de brasileiros do Líbano vai continuar com “outras aeronaves” da Força Aérea Brasileira (FAB).

avião fab - repatriação líbano
A aeronave KC-30 tem sido utilizada para a operação de repatriação de brasileiros | Foto: Divulgação/FAB

Viagem de Lula para a Rússia

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou a programação inicial da viagem de Lula para a cúpula do Brics na Rússia. Inicia-se com um jantar de boas-vindas, oferecido pelo presidente russo, Vladimir Putin, aos líderes presentes no dia 22. 

No dia 23, será realizada a reunião plenária com os 10 países membros do grupo: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. Conforme o Itamaraty, a Argentina decidiu não participar do encontro.

“Os líderes dos Brics discutirão temas globais de relevância, como a situação no Oriente Médio, cooperação política e financeira dentro do bloco, além de receberem relatórios sobre o Novo Banco de Desenvolvimento e as iniciativas do Conselho Empresarial dos Brics e da Aliança Empresarial das Mulheres”, explicou o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do MRE.

Ainda segundo Saboia, uma das principais discussões será sobre a criação da categoria de “países parceiros”, decisão que foi encaminhada durante a última cúpula. 

Para ingressar nessa nova categoria, as nações interessadas precisam apoiar a reforma do Conselho de Segurança da ONU, manter relações amistosas com os membros atuais do grupo e não adotar sanções econômicas sem o aval das Nações Unidas.

Apesar de a cúpula ocorrer em solo russo, o conflito entre Rússia e Ucrânia não está na pauta oficial do evento. O Itamaraty também informou que Vladimir Putin deverá ser convidado para o encontro do G20, que ocorrerá em novembro no Rio de Janeiro.

Em 2025, o Brasil assumirá a presidência do BRICS, e as discussões sobre o bloco econômico serão intensificadas no primeiro semestre do ano. No segundo semestre, o foco será a realização da COP-30, que acontecerá em Belém (PA).

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