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Política

Lula determina apuração contra servidor da CGU por agressão no DF

David Cosac Junior bateu em uma mulher e no filho dela, de 4 anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a abertura de procedimento administrativo para apurar e punir o servidor da CGU David Cosac Junior. Ele é acusado de agredir uma mulher e uma criança, de 4 anos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a abertura de procedimento administrativo para apurar e punir o servidor da CGU David Cosac Junior. Ele é acusado de agredir uma mulher e uma criança, de 4 anos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta quinta-feira, 25, a abertura de procedimento administrativo para apurar e punir um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU). David Cosac Junior, de 49 anos, agrediu uma mulher e uma criança, de 4, no Distrito Federal. O fato foi registrado por câmeras de segurança no prédio da vítima, na noite de 7 de dezembro.

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Nas redes sociais, Lula declarou que considera o episódio “inadmissível”. O presidente orientou o ministro Vinícius Marques de Carvalho, titular da CGU, a instaurar imediatamente um processo para responsabilização e expulsão do servidor. O petista ainda destacou que, por se tratar de um funcionário federal, o caso exige resposta rápida do Estado.

Detalhes do episódio que envolveu o servidor da CGU

Segundo as imagens, Junior estava ao lado de uma mulher, que segurava o filho no colo, aguardando o elevador. Depois de breve conversa, o servidor começou agressões com socos e tapas contra ambos. A ação durou cerca de 20 segundos. Ele só interrompeu depois de a mulher e a criança caírem no chão, mas voltou a agredir o menor depois que se levantaram.

O caso foi denunciado por um morador do edifício. A Polícia Civil compareceu ao local e conversou com o agressor, mas não informou se houve prisão. Em depoimento, Junior afirmou que havia terminado o relacionamento com a mulher. Também disse que houve um desentendimento, segundo boletim de ocorrência.

Reação do governo e medidas administrativas

Em nota oficial, o titular da CGU classificou os fatos como “gravíssimos e inaceitáveis”. “Quero ser claro ao dizer que violência contra a mulher e contra crianças é crime”, declarou. “Não se trata de desentendimento, conflito privado ou questão pessoal. Estamos falando de agressão, de violação à lei e de afronta à dignidade humana.”

Leia mais: “A normalização da selvageria”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 190 da Revista Oeste

O ministro ressaltou que a CGU já encaminhou o caso para a Corregedoria-Geral, abriu investigação preliminar e suspendeu qualquer função de chefia de Junior. Também proibiu a entrada do servidor nos prédios do órgão até o fim das apurações. O objetivo é preservar o ambiente institucional.

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