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Política

Lula defende (mais uma vez) a regulação das redes

Em evento em Brasília, o presidente também falou em ‘negacionistas’

Lula durante a 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, em Brasília | Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula durante a 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, em Brasília | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em mais um discurso marcado por ataques à oposição e defesa da regulação das big techs, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “as redes digitais precisam ser responsabilizadas” por conteúdos publicados por usuários e que o governo assumirá o papel de conduzir esse processo. 

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Durante evento sobre direitos humanos em Brasília, que ocorreu na manhã desta sexta-feira, 12, o petista voltou a defender uma regulamentação ampla das redes sociais, tema que o governo tenta emplacar desde o início do mandato e que enfrenta forte resistência no Congresso Nacional.

“As redes digitais precisam ser responsabilizadas pela publicação sistemática de discurso de ódio e incentivo à violência contra as mulheres”, declarou Lula. “A liberdade de expressão não pode ser confundida com cumplicidade na prática de crimes hediondos.”

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O presidente fez citação ao projeto de regulação das redes. A proposta que atribui às plataformas o dever de remover conteúdos considerados ilegais sem determinação judicial, sob risco de punição.

O petista reiterou que assumirá pessoalmente a articulação da pauta: “Vou assumir a responsabilidade de colocar esse assunto na minha mesa”. “É intolerável que publicações de incentivos a feminicídios, estupros, agressões e demais formas de violência continuem a circular impunemente.”

Lula critica “negacionistas e “extrema direita”

Ainda durante sua fala, Lula fez ataques diretos à “extrema direita”, ao “negacionismo”, a “inimigos dos direitos humanos” e ao que descreveu como uma “onda internacional de ódio”. Segundo o petista, “a ascensão da extrema direita ao redor do mundo provocou uma inédita onda de negacionismo dos valores humanistas”.

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O presidente citou grupos específicos — negros, mulheres, LGBT, indígenas, moradores de rua — e disse que eles seriam “alvos preferenciais” dos opositores.

“Eles não se contentam em discriminar, disparar o ódio e o preconceito”, prosseguiu Lula. “Tentam calar a todo custo a voz de quem está na linha de frente.”

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