O presidente Lula da Silva cobrou nesta terça-feira, 29, uma resposta articulada das autoridades à escalada da violência no Rio de Janeiro. O Estado protagonizou uma megaoperação policial que deixou mais de cem mortos, entre eles, quatro policiais.
Em publicação no Twitter/X, pouco antes das 21h, Lula afirmou ter se reunido pela manhã com os seus auxiliares e determinado ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da Polícia Federal que viajassem ao Rio para se reunir com o governador Cláudio Castro (PL).
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Lula: combate ao crime organizado
“Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias”, escreveu Lula. Na mensagem, o presidente defendeu a necessidade de um trabalho coordenado entre as forças de segurança para enfrentar o tráfico e as facções criminosas. “Sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.
O petista, que é acusado pela oposição de proximidade a líderes de facções criminosas, lembrou ainda que em agosto o seu governo teria realizado “a maior operação contra o crime organizado da história do país”.
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Segundo ele, a ação atingiu o núcleo financeiro de uma quadrilha envolvida em tráfico de drogas, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro. A operação de fato ocorreu, mas parte dos resultados decorreram principalmente de medidas adotadas pelo governo do Estado de São Paulo.
Lula também voltou a defender a PEC da Segurança, proposta encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional, que busca integrar o trabalho das diferentes polícias no combate ao crime organizado. A iniciativa enfrenta certa resistência, pois poderia retirar a autonomia das forças policiais em seus estados.
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