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Política

Lula aproveita reabertura de emergência de hospital para criticar Zema e Cláudio Castro

O presidente da República transformou ato na zona norte carioca em palanque político

Lula
O presidente Lula durante evento de reabertura da emergência do Hospital de Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 6, para a reinauguração da emergência do Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte da capital fluminense. Ao fim da fala de sete minutos, o petista criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que não foi ao evento.

“O governador foi convidado e não veio”, disse Lula. “Poderia ter vindo aqui fazer um discurso para dizer como o governo vai cuidar da saúde.”

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O presidente da República aproveitou o palanque para mandar recados a outro governador, Romeu Zema (Novo) de Minas Gerais. O mineiro recentemente acusou o governo de “agiotagem” com o Estado por causa da dívida bilionária de Minas Gerais com a União.

“Convido todos os governadores para atos oficiais do governo”, afirmou Lula. “Até aqueles que, de forma irresponsável, de vez em quando fazem críticas ao meu governo.”

Lula fez acenos à ministra da Saúde

Em outro momento de seu discurso, o presidente fez um aceno à ministra da Saúde, Nísia Trindade, ao comentar o plano de reestruturação dos hospitais federais proposto pelo seu ministério. “A única razão que me faz estar aqui é porque ninguém é dono de hospital”, disse. “Médico não é dono, enfermeiro não é dono, sindicalista não é dono de hospital. Hospital é para servir a população, tratá-la com decência.”

O plano de reestruturação dos hospitais federais, que inclui as seis unidades do tipo no Rio de Janeiro, modifica o modelo de gestão e discute a municipalização de alguns hospitais. A estratégia faz parte da tentativa de reduzir a dinâmica de ingerência de políticos locais na governança dessa parte do sistema de saúde. “Isso aqui não é comitê eleitoral de ninguém”, disse Lula. “Aqui as pessoas vêm para serem atendidas com respeito.”

Denúncias feitas à imprensa nos últimos anos mostram que o Hospital Federal de Bonsucesso foi utilizado como parte de uma estratégia política para angariar votos a candidatos ligados a parlamentares do Estado. Mortes ocorreram por falhas em equipamentos e houve sucateamento da estrutura e desabastecimento de insumos.

Além de Nísia, Lula esteva acompanhado dos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Gestão e Inovação, Esther Dweck, além do prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes.

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