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Política

Lewandowski reafirma que governo Lula não tem intenção de classificar facções como terroristas

O ministro afirmou que terrorismo normalmente envolve aspectos ideológicos, objetivos políticos e impacto social

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, enfatizou nesta quarta-feira, 29, que o governo federal não planeja igualar facções criminosas a grupos terroristas. Segundo o ministro, há diferenças essenciais entre os dois tipos de organização, principalmente quanto às motivações e à forma de atuação.

Leia também: “Lewandowski rejeita equiparar facções criminosas a grupos terroristas”

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Lewandowski afirmou que terrorismo normalmente envolve aspectos ideológicos

Lewandowski afirmou que terrorismo normalmente envolve aspectos ideológicos, objetivos políticos e impacto social, enquanto facções operam com propósitos claramente criminosos, previstos na legislação nacional.

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“Nós temos uma posição que já foi externada várias vezes: uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas”, disse o ministro. “O terrorismo envolve sempre uma nota ideológica, é sempre uma atuação política com repercussão social, com atentados esporádicos, sempre tendo em conta um determinado fator ideológico.”

Debate no Rio de Janeiro e uso do termo “narcoterroristas”

O posicionamento foi apresentado depois de reunião com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para tratar da megaoperação contra o Comando Vermelho. No Rio, o governo estadual já utiliza o termo “narcoterroristas” para se referir a integrantes de facções.

Lewandowski argumentou que modificar as definições legais dificultaria o enfrentamento ao crime organizado. “Da parte do governo federal, não temos nenhuma intenção de fazer uma mescla desses dois tipos de atuação”, reiterou. “Até porque, dificultaria muito o combate desses tipos de criminosos, que são claramente distintos no que diz respeito à sua motivação e atuação.”

Posição do governo federal perante os Estados Unidos

Em maio, representantes do governo federal transmitiram ao chefe interino da Coordenação de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, que o país não considera o Primeiro Comando da Capital (PCC) nem o Comando Vermelho como organizações terroristas.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, afirmou na ocasião que as facções visam ao lucro com atividades ilícitas, sem defender causas ideológicas. “Não consideramos as facções organizações terroristas”, declarou Sarrubbo à coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. “Em primeiro lugar, porque isso não se adéqua ao nosso sistema legal, sendo que nossas facções não atuam em defesa de uma causa ou ideologia. Elas buscam o lucro através dos mais variados ilícitos.”

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

8 comentários
  1. MC75
    MC75

    Esse bandido é apenas mais um da narcoquadrilha que manda hoje no país, a começar pelo chefe, ladrão de 9 dedos. Todos chorumes ambulantes.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Está aí mais uma prova que o governo está protegendo grupos criminosos em detrimento a população, isso tem que ser parado ….

  3. Ricardo G. Filho
    Ricardo G. Filho

    Nunca se esqueçam: esse é o MERDA incompetente que rasgou as regras claras da CF para defender sua amiga Dilma no processo de impeachment.

  4. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    O mais incrível é que esse cara foi ministro do MSTF…
    Veja o nível dessa corte.

  5. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    Fala a novidade agora, seu traste defensor de bandidos!

  6. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Aí perde os eleitores no ano que vem, kkkk

  7. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    O problema é que se classificar como terroristas o combate passa a ser pela polícia federal e aí não tem raça pra subir um morro e enfrentar tiros de fuzil

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