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Política

Lei Anti-Oruam é aplicada pela 1ª vez; ação ocorreu no interior de SP

Dispositivo foi acionado em contrato para show de rapper em Cruzeiro (SP)

Rapper Oruam lei anti-Oruam
Rapper Oruam foi acusado de apologia ao crime e nega | Foto: Reprodução/redes sociais

A cidade de Cruzeiro (SP) colocou em prática pela primeira vez a chamada Lei Anti-Oruam, que proíbe manifestações de apoio ao crime e ao uso de drogas em eventos culturais pagos com dinheiro público. A regra entrou em vigor em fevereiro e foi aplicada ao show do rapper MC Rhamon, conhecido por atuar na série Sintonia, da Netflix.

O contrato original com o artista tinha sido assinado em novembro de 2024, antes da nova lei. Depois que a lei foi sancionada, a prefeitura acertou com os produtores do show a inclusão de cláusulas que proibissem qualquer fala ou atitude que fizesse apologia ao crime ou às drogas durante a apresentação.

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Segundo o documento, “o presente aditivo tem por objeto a inclusão da cláusula de não expressão de apologia ao crime e ao uso de drogas nas apresentações artísticas do artista”. Também ficou registrado que, se a regra fosse desrespeitada, qualquer pessoa ou órgão público poderiam denunciar o caso à Ouvidoria da Prefeitura.

O evento ocorreu em junho, dentro do Festival das Pretas e das Batista, financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. De acordo com nota divulgada pela produção, “o show transcorreu em total conformidade com a lei, sem qualquer expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas”.

O vereador Paulo Filipe (União), autor da lei e integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), afirmou que Cruzeiro foi a primeira cidade do país a aprovar e aplicar a medida, que agora passa a valer como modelo para novos contratos culturais.

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Entenda a Lei Anti-Oruam

O nome da iniciativa faz referência ao rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, cujas músicas e posicionamentos públicos geraram críticas por abordarem temas relacionados ao crime e ao tráfico.

O artista é filho de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, atualmente preso. A imagem de Oruam tornou-se símbolo da polêmica depois de episódios como o pedido público pela liberdade do pai durante um show em 2024 e sua detenção, em 2025, por abrigar um foragido da Justiça.

O projeto teve origem em São Paulo, onde a vereadora Amanda Vettorazzo (União) apresentou uma proposta em janeiro deste ano com o objetivo de impedir contratações de artistas que, segundo ela, incentivem a criminalidade ou o uso de drogas.

De acordo com a vereadora Amanda Vettorazzo, a lei Anti Oruam busca estabelecer critérios mais rigorosos para a realização de eventos patrocinados com recursos públicos | Foto: Divulgação/Câmara Municipal de São Paulo
De acordo com a vereadora Amanda Vettorazzo, a lei ‘Anti-Oruam’ busca estabelecer critérios mais rigorosos para a realização de eventos patrocinados com recursos públicos | Foto: Divulgação/Câmara Municipal de São Paulo

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar afirmou: “Quero proibir Oruam de fazer shows em São Paulo! Chega de cantores de funk e rap fazendo apologia explícita ao crime organizado”. A declaração gerou repercussão imediata e provocou a apresentação de projetos semelhantes em outras cidades.

Em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) apoiou a iniciativa. Em fevereiro, declarou que artistas que promovam esse tipo de conteúdo não serão contratados em eventos financiados com recursos públicos.

Leia também: “A ousadia do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 243 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    Não vai me surpreender o STF entrar nessa questão!

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    GENTE! ESQUECE de um dia ter um Brasil digno! E S Q U E Ç A M!!!!
    Hoje a tal nova república deu seus frutos e espalhou por todo BOSTIL…
    O laboratório foi a cidade do Rio de Janeiro…Brizola…LINHA VERMELHA!!
    Fingindo que não sabem a origem do caos, da criminalidade, dos homicídios…
    NOVA REPÚBLICA é sua constituição “cidadã “ que cultiva e incentiva BANDIDAGEM….hoje temos 10 milhões de bandidagem….outros 20 milhões adoram terem maneirismo e trejeitos de criminosos….
    BRASIL ACABOU!!
    Fujam!! Se quiseres um futuro de cidadania honesta…
    Aqui, vai ficar no mínimo 25 anos convivendo com marginalidade

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Talvez um dia a decência volte a existir no Brasil.

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