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Política

Lava Jato citou ligação entre Toffoli e Tayayá há 10 anos

Dallagnol alertou sobre sociedade oculta; uma década depois, o ministro do STF admitiu vínculo com empresa ligada ao resort

Toffoli deixa caso Master depois de revelação de negócios com família de Vorcaro — Brasília (DF), 2/2/2026 | Foto: Ascom/STF
Toffoli deixou caso Master depois de revelação de negócios com família de Vorcaro — Brasília (DF), 2/2/2026 | Foto: Ascom/STF

A suspeita de vínculo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Tayayá Resort remonta aos tempos da Lava Jato, há quase uma década.

O ministro admitiu, neste ano, ser sócio da Maridt, empresa da família que figura entre as proprietárias do resort.

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Mensagens citadas em representação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra o ex-procurador Deltan Dallagnol indicam que ele informou ao então chefe de gabinete da Procuradoria-Geral da República, Eduardo Pelella, que Toffoli seria sócio oculto do primo no empreendimento. As informações são do jornal O Globo.

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O diálogo, de julho de 2016, veio a público depois que o site jornalístico de esquerda The Intercept hackeou celulares de envolvidos na Lava-Jato. Os registros foram usados para embasar acusações contra Dallagnol, sob a alegação de que teria articulado uma investigação informal contra o ministro.

O ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Toffoli assumiu relação com Tayayá em fevereiro

Dias Toffoli reconheceu, em 12 de fevereiro, ser sócio de uma empresa que vendeu o resort, localizado no Paraná. Entretanto, ele negou ter recebido pagamentos do dono do Banco Master, que era controlado por Daniel Vorcaro.

Três dias antes, o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, havia entregado um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin. Conforme o documento, Vorcaro trocava mensagens com seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais falou sobre pagamentos à Maridt, empresa ligada à família do magistrado.

A PF extraiu os diálogos do celular de Vorcaro, depois de ele ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão no ano passado. A suspeita da PF é de que os pagamentos envolvem o Tayayá Resort, vendido pela Maridt a um fundo que tinha a participação do Master.

Leia também: “Mais censura na república do Tayayá

4 comentários
  1. Andre Luiz Rodrigues
    Andre Luiz Rodrigues

    Este país não existe! Bandidos e ladrões são mantidos pelo contribuinte em altos cargos públicos, que servem apenas para que roubem os cofres públicos o máximo que podem, e os cidadãos e políticos honestos são mantidos presos sem nenhuma prova! Uma hora, a fonte seca e coisa pega fogo!

  2. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    bandido desde sempre, será que foi por isso que o Fraquin criou a lei do CEP? e mandaram destruir as provas e o maior auê, pelo jeito não fizeram direitos, 24 horas para explicar porque não, diria Xandeco com seu chapeu “viking” para proteger a careca do sol

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