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Política

Kim Kataguiri denuncia caso das ‘quentinhas invisíveis’ ao MPF

Deputado federal evidenciou indícios de corrupção

Deputado federal Kim Kataguiri (União-SP)
O deputado federal Kim Kataguiri, em ação na mesa diretora da Câmara | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Federal (MPF) em que denuncia um suposto esquema de corrupção de organizações não governamentais (ONGs) que receberam recursos públicos para fornecer refeições à população de rua, mas que, segundo ele, nada entregaram.

Apresentada nesta segunda-feira, 10, a denúncia se baseia em informações divulgadas pela imprensa sobre contratos firmados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, comandado pelo petista Wellington Dias, com a ONG Movimento Organizacional Vencer, Educar e Realizar (Mover Helipa).

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Segundo o documento enviado ao MPF, a entidade teria recebido aproximadamente R$ 5,6 milhões para distribuir marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade, mas o serviço nunca foi realizado.

Além disso, Kataguiri afirma que a ONG em questão é comandada por um ex-assessor do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), José Renato Varjão. O parlamentar afirma que essa relação reforça os indícios de direcionamento político no repasse das verbas públicas.

No documento enviado ao MPF, Kataguiri afirma categoricamente que a ONG contratada “pegou o dinheiro público e nada entregou”. Ele também menciona que a sede da Mover Helipa não opera no local onde deveria funcionar, o que reforça as suspeitas de irregularidade.

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A denúncia vai além e menciona outras ONGs que receberam recursos para o mesmo programa social e que apresentaram irregularidades semelhantes. Uma delas seria a Cozinha Solidária Instituto Rosa dos Ventos, chefiada por Anderson Clayton Rosa, outro assessor de Nilto Tatto.

Os casos estariam concentrados em uma região da zona sul de São Paulo conhecida como “Tattolândia”, apelido dado por causa da forte influência política da família Tatto, que há décadas domina a política local.

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Jilmar Tatto é deputado pelo PT | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O documento ressalta que os indícios sugerem um esquema de corrupção, no qual verbas públicas foram direcionadas a ONGs ligadas a aliados do governo, sem que os serviços contratados fossem efetivamente prestados.

“Há fortes indícios de corrupção, consistente em receber verbas federais, previamente direcionadas por causa da influência de membros do Poder Legislativo no governo, e não entregar o serviço contratado”, afirma Kataguiri na denúncia.

Diante dessas suspeitas, Kataguiri pede que o MPF comece uma investigação criminal ou acione a Polícia Federal para aprofundar o caso. Além disso, solicita a abertura de um inquérito administrativo na esfera cível para apurar possíveis crimes de improbidade administrativa.

Leia também: “Nas asas da corrupção”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 239 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Depois do que aconteceu com o Deltan e o Sérgio Moro, não acredito que um promotor queira investigar esse governo corrupto. Essa geração está perdida, vamos ver a próxima.

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