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Política

Kassab vê união da centro-direita no segundo turno

Líder do PSD afirma que, sem Tarcísio na disputa à sucessão de Lula, vários nomes vão se alinhar contra a esquerda na reta final

Para Gilberto Kassab, tendência é de Tarcísio de Freitas disputar reeleição e abrir espaço para outros na disputa pelo Palácio do Planalto | Foto: Divulgação/PSD
Para Gilberto Kassab, tendência é de Tarcísio de Freitas disputar reeleição e abrir espaço para outros na disputa pelo Palácio do Planalto | Foto: Divulgação/PSD

Presidente nacional do PSD e secretário de Governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Gilberto Kassab afirmou nesta quinta-feira, 1º, não ver problema na possível divisão da direita nas eleições presidenciais de 2026.

Kassab fez a declaração durante visita à Agrishow, principal feira agrícola do país, em Ribeirão Preto. O evento, a 313 km da capital paulista, recebeu, neste último domingo, cinco governadores. O último a comparecer foi Tarcísio, que anunciou um pacote de R$ 600 milhões em investimentos no setor agropecuário, em gesto de aproximação com o agronegócio.

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Para Kassab, Tarcísio deve dar o tom da campanha

Kassab disse acreditar que, caso o governador paulista decida disputar a Presidência, a centro-direita abriria mão de lançar outros nomes. Sem ele na corrida, porém, o dirigente vê espaço para uma multiplicidade de candidaturas no campo da direita.

“O que eu percebo é que o governador Tarcísio está disposto a continuar seu trabalho em São Paulo. Se ele fosse candidato, acredito que a centro-direita não lançaria ninguém. Não sendo, vejo uma movimentação nos partidos para cada um lançar o seu nome. Nenhum problema, porque no segundo turno todos se encontram”.

A ausência de Tarcísio na disputa, conforme Kassab, tende a abrir espaço para candidaturas diversas de centro-direita. A avaliação vai ao encontro de declarações recentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, mas já manifestou apoio à união da direita em um eventual segundo turno em 2026. 

Em março deste ano, Bolsonaro afirmou que não pretende criticar candidatos do campo conservador. Embora aliado do ex-presidente em São Paulo, o PSD também participa do governo Lula da Silva, ocupando os ministérios da Agricultura, Minas e Energia e da Pesca. Em janeiro, porém, Kassab sinalizou distanciamento do petista ao dizer que Lula perderia se a eleição fosse realizada naquele momento.

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1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Se pra compreender de política brasileira é preciso fazer conchavo com Kassab, Tarcísio tá um Ás

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