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Política

Justiça Eleitoral mantém bloqueio das redes de Pablo Marçal e nega censura

Segundo o desembargador Claudio Langroiva Pereira, decisão não apresenta risco de prejuízo irreversível ao candidato

Pablo Marçal criou outro perfil no Instagram, que conta com 3,4 milhões de seguidores
Pablo Marçal criou outro perfil no Instagram, que conta com 3,4 milhões de seguidores | Foto: Reprodução/Twitter/X

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, nesta quarta-feira, 28, manter o bloqueio às redes sociais do candidato à prefeitura da capital Pablo Marçal (PRTB). O desembargador Claudio Langroiva Pereira julgou que não há risco de prejuízo irreversível ao empresário nem prática de censura.

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“Devemos destacar que ações judiciais voltadas a garantir parâmetros democráticos de igualdade, integridade e equilíbrio do processo eleitoral não se constituem em exercício de censura, nem de afrontas a direito fundamental”, afirmou o magistrado.

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Pereira também enfatizou que a suspensão dos perfis de Marçal tem efeito de garantia à integridade do pleito, aos direitos de igualdade dos demais candidatos e ao equilíbrio. Isso afastaria o pressuposto cautelar. Advogados de Marçal, Paulo Hamilton Siqueira Júnior, Thiago Tommasi Marinho e Larissa Gil vão recorrer da decisão.

Em nota, a candidata Tabata Amaral (PSB) elogiou a Justiça. “Ela está cumprindo seu papel de garantir uma eleição limpa”, escreveu.

A suspensão das redes sociais de Pablo Marçal

Pablo Marçal, ao chegar ao segundo debate com candidatos à Prefeitura de São Paulo, no bairro Higienópolis, na região central da capital paulista – 14/8/2024 | Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo
Decisão atingiu várias redes sociais de Marçal, como Discord, Facebook, Instagram, Meta, TikTok e Twitter/X | Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

A suspensão das redes de Marçal ocorreu no último sábado, 24, depois de uma ação do partido de Tabata. O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, que deferiu o pedido, argumentou que Marçal cometia abuso econômico ao promover cortes monetizados que aumentavam sua popularidade digital.

A suspensão atingiu várias redes sociais de Marçal, incluindo Discord, Facebook, Instagram, Meta, TikTok e Twitter/X. No Instagram, ele tinha 13 milhões de seguidores, mas criou um perfil reserva que já conta com 3,4 milhões de seguidores.

Depois da suspensão, a defesa do influenciador alegou que a decisão viola a liberdade de expressão e caracteriza censura prévia. Ela ainda teria sido tomada “sem a observância do contraditório, ampla defesa e devida instrução probatória.”

Em sua decisão, o desembargador Claudio Langroiva Pereira afirmou que as manifestações de candidatos no processo eleitoral brasileiro não são “totalmente livres, mas submetidas às regras e orientações que o gerem.”

Leia também: “A imagem que explica Brasília”, reportagem de Silvio Navarro publicado na Edição 231 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Como assim não causa prejuízo?
    Está com as redes sociais bloqueadas justamente na campanha , o que pode ser mais prejudicial a um candidato?.

  2. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Ao que parece querem eleger o Pablo Marçal no primeiro turno. Porque não bloqueiam as redes de esquerdistas e afins?

  3. André Luiz Nascimento Santos
    André Luiz Nascimento Santos

    É o SISTEMA agindo pra barrar o único candidato conservador capaz de impedir a Esquerdalha

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