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Política

Justiça Eleitoral adia depoimentos em ações contra Moro

As dez testemunhas serão ouvidas apenas no fim de novembro

Appio Moro
Senador Sergio Moro é acusado de abuso de poder econômico pelo PL e por partidos de esquerda | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O desembargador Dartagnan Serpa Sá, relator no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) das ações que pedem a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR), adiou os depoimentos marcados para o fim do mês.

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A coligação de Moro pediu mais prazo para analisar documentos protocolados de última hora pelo Podemos. Com isso, os depoimentos de testemunhas arroladas por Moro e pelos partidos autores das duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) — PL e coligação que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT, PV e PCdoB) — serão prestados entre 29 de novembro e 1º de dezembro. O depoimento das partes (autores e réus) ficou para 7 de dezembro.

De acordo com o despacho de Serpa Sá, serão ouvidas as seguintes testemunhas:

  • Gustavo Silva Castro, presidente da comissão provisória do Podemos do Paraná, que atuou como intermediador da filiação de Sérgio Moro ao Podemos;
  • Oswaldo Eustáquio Filho, blogueiro filiado ao União Brasil;
  • Pablo Alejandro Nobel, sócio da 2022 Comunicação SPE;
  • Andrea Durães Sader, Sócia D7 Produções Cinematográficas;
  • Anna Gabriela Pereira de Souza, gestora de contratos do Podemos;
  • Maria Emília Gonçalves e Rueda, tesoureira do diretório nacional do União Brasil;
  • João Victor Carneiro de Rezende Renault, sócio da 2022 Comunicação SPE;
  • Ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR);
  • Sandra Salvadori, responsável pela pesquisa veiculada junto à RPC, afiliada
  • da Rede Globo;
  • Murilo Hidalgo, proprietário do Instituto Paraná Pesquisas.

Partidos acusam Moro de abuso de poder econômico na pré-campanha

Moro
A defesa de Moro nega qualquer irregularidade na campanha | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O PL e os partidos de esquerda acusam Moro de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação em sua campanha para o Senado, no ano passado. Se julgadas procedentes, as ações podem resultar na suspensão dos direitos políticos de Moro por anos, o que levaria à perda do mandato.

+ Justiça Eleitoral do Paraná avança com processos contra Moro

A defesa do senador nega quaisquer irregularidades no período de pré-campanha e de campanha eleitoral. Segundo o Gustavo Guedes, que defende Moro, a vitória do ex-magistrado na eleição de 2022 “não decorreu da pré-campanha, mas, sim, da notoriedade alcançada pelo trabalho como juiz e os feitos alcançados pela Lava Jato.”

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4 comentários
  1. Marcel Fernandes
    Marcel Fernandes

    Eita Brasil sem jeito. Agora os bandidos querem prender os mocinhos e o pior é que tem gente batendo palmas e achando tudo isso muito certo. Lamentável e vergonhoso tudo isso que estamos vivendo hoje em nosso Brasil.

  2. Eraldo Fonseca
    Eraldo Fonseca

    E o cãodidato do PT fez o que quando roubou o tempo de inserções da campanha de Bolsonaro nas rádios do Nordeste ? Este TSE, SE fosse imparcial, nem deveria dar seguimento aos pedidos do PDT e Soraya Trambicke, por suspeição.

  3. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Como é difícil pegar os bandidos nesse Brasil. O Moro pegou e agora está sendo perseguido por quem deveria proteger ele. Para quem está torcendo, só uma verdade, amanhã será você.

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